sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mulheres em Luta




Mulheres em movimento
Não aceitam exploração,
Reivindicam seus direitos,
Combatem toda opressão,
Entendem que a saída
É a mobilização.

Em busca de seu espaço
Ergueram sua bandeira
Pra votar e ser votada,
De ser, da família, herdeira.
Ir à escola, ao trabalho,
Na política ter carreira.

Para obter as conquistas
Travou-se muita batalha.
Por vezes verteu-se sangue,
Pelo corte da navalha,
Mas a sua força ativa
Derrubou muita muralha.

É rotina social
Vê-se mulher espancada.
Nos cômodos de sua casa
Há sempre uma estuprada.
E em seu próprio trabalho
Tem mulher assediada.

A luta de outrora segue
Por emprego e moradia,
Creche, saúde, salário
Respeito no dia-a-dia,
Legalizar o aborto
E acabar com a covardia.

Incluindo as mulheres
Em um plano libertário,
Além de ser tão urgente,
Certamente é necessário.
É o caminho mais seguro
Para um mundo igualitário.

Para adquirir um exemplar do cordel Mulheres em Luta entrar em contato no e-mail- tributoaocordel@gmail.com
Valor do cordel R$ 3,00+ R$ 2,62 frete*

editora: Luzeiro
ano: 2011
estante: Poesia
peso: 65g
descrição: Livro novo

LEIA O CORDEL!
MULHERES EM LUTA é um cordel escrito por Nando Poeta lançado em março de 2009 pela Editora Luzeiro, tendo sua primeira edição esgotada.
Agora na segunda edição.
O cordel aborda a luta pela emancipação das mulheres em sua batalha histórica contra todo tipo de opressão.
Buscando justamente propagar a luta incansável das mulheres em toda parte do mundo.
Convidamos você a mergulhar nas informações contidas nesse texto renovado.
Adquira o seu.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cordel Metalúrgicos de São José dos Campos



VOTE NA CHAPA 1 – CSP CONLUTAS
Por Nando Poeta

A chapa do sindicato
De base, forte, de luta.
Na defesa do emprego
Do lado de quem labuta.
Manterá acesa a chama
Para vencer a disputa.

Votar na CHAPA 1 é,
Pra resistir e lutar.
Avançarmos nas conquistas
De quem vive a trabalhar.
Sindicato democrático
Pois não é pra pelegar.

CHAPA 1 quer no local
De trabalho organizar.
Sindicato com a base
Metalúrgico vai ganhar.
Pra resistir nessa luta
E o direito preservar.

A CHAPA 1 quer um
Sindicato combativo,
Presente forte na base
E participativo.
Uma direção que lute
De um pessoal bem ativo.

Queremos a direção
Presente no dia-a-dia.
Lutando pelo direito
Com a base em harmonia.
Renovar e experiência
Trazendo forte energia.

Estaremos nessas lutas
Por salários e direitos.
Na defesa dos empregos
Contra a crise e seus efeitos
Organização de base
Para conter os defeitos.

É preciso resistir
Diante desse atoleiro.
Os patrões que lucram muito
Sempre os tubos de dinheiro.
E quando chega uma crise
Vem chamar pra ser parceiro.

Queremos na direção
CHAPA 1 guiando a frente.
Um sindicato pra lutar
É muito mais resistente.
No chão da fábrica atuando
Vai estar sempre presente.

Lutando pra ter salários
Protegido da inflação.
Com mais posto de trabalho
Será essa é a condição.
Para isso o metalúrgico
CHAPA 1 é a direção.

Manter firme o sindicato
Nessa luta a caminhar.
Votando na CHAPA 1
Sem ter medo de errar.
Sindicato pela base
Para a luta organizar.

CHAPA 1 está na luta
Por nenhuma demissão,
Garantia no emprego
Não é favor do patrão.
Na jornada de trabalho
Queremos já a redução.

Nem redução, nem demissão
De salário e direito
A CHAPA do sindicato
Pra base tem o respeito
Continuar forte a luta
Metalúrgico diz, aceito.

Sempre a chapa adversária
Vem trocando de camisa.
CUT e Força Sindical
Em toda eleição revisa.
Agora é CTB
Com sua cara mais lisa.

São centrais obedientes
Ao governo e ao patrão.
Diz querer fazer mudanças
É mentira e enrolação.
Nos sindicatos que dirigem
A empresa dar a mão.

A política é faz de conta
É propaganda enganosa
Na FIAT a CTB
Numa amizade amistosa.
A frente do sindicato
Faz política desastrosa.

Aceita ataques a direitos
Faz acordo rebaixado.
O tal do banco de horas
Será por eles abraçado.
Remexer com as conquistas
CTB é lado errado.

Desde noventa e nove (1999)
O imposto sindical.
O sindicato não cobra
Enfrentando a patronal.
Com a chapa adversária
O retorno é natural.

Cuidado metalúrgico!
Com a farsa da CTB.
Parceiro de empresários
Sempre afinado ao poder.
Entregar nossos direitos
Para o patrão vai vender.

Os metalúrgicos lutam
Nas Chácaras reunidas.
A patronal atacando
Lançando suas medidas.
Reduzir nossos salários
São ataques as nossas vidas.

Empresa que demitir
Deve ser estatizada.
O controle dessa fábrica
Por peão é controlada.
O poder em nossa mão
É a mais forte cartada.

A CHAPA 1 é formada
Por um time de ação.
Estabilidade, já
Abaixo a demissão.
Pra lutar por mais salários
Sem nenhuma redução.

A CHAPA 1 do sindicato
Tem a sua escalação.
Metalúrgico lutador
Gente de muita ação.
Para enfrentar os ataques
De governo e de patrão.

O time já está completo
Tem apoio de ativistas,
De cipeiros combativos
Que enfrentam governistas
E a patronal sangue suga
Uma corja de vigaristas.

Heatcraft,Santa Branca
TI Bundy é direção.
Embraer/Hitachi Leste
Z.ona Sul, GM união.
Caçapava, Igaratá,,
Jacareí na seleção.

A CHAPA 1 é um cordão
De toda categoria.
Em dezenove empresas
Candidatos com energia.
Seguir lutando na base
Presente no dia-a-dia.

0h! Gente seja mais 1
Faça a forte corrente.
Por uma próxima direção
Renovada e experiente.
Pois no sindicato soma
A turma que faz presente.

Metalúrgico de São José
Dos campos e região.
Vote nessa CHAPA 1
Fortaleça a direção.
A CHAPA1 - CSP
CONLUTAS é união.

Se aproximando o dia (dias 29/02 e 01/03)
Não se esqueça de votar.
Reafirme a nossa luta
De quem não vai pelegar
Pois pelegos e o patrão
CHAPA 1 vai derrotar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

SOMOS TODOS PINHEIRINHO



Por Nando Poeta

Nessa terra de índio dizimado
De Canudos sangrando no sertão
Contestado negado teve o chão
Araguaia na bala mergulhado
E a morte cruel em Eldorado
Massacrando uma massa de Sem Terra
Corumbiara essa luta não se encerra
Mas o sonho surgindo faz levante
E a reação se erguendo, ela é gigante
E caminha pra se vencer a guerra.

Que a luta por teto e por comida
Tenha eco e que chegue a todo mundo
E que o povo não sofra um só segundo
É semente que brota e traz a vida
E o Pinheirinho nessa trilha deu partida.
Fez um sonho de muitos moradores
Que colhido por tantos plantadores
Se tornando uma forte realidade
Que lutando desvenda-se a verdade
Pra o sorriso dos seus trabalhadores.

Na manhã de um domingo se acorda
Pinheirinho mergulhado em pesadelo
Suas casas jogadas no esfacelo
Fez chegar a policia sua horda
No comando tem Alckmin seu calhorda
Suas armas de fogo, bombas, tiros.
Suga o sangue essa tropa de vampiros
Quase dois mil soldados em disparate
Mira o quengo, atira e faz o abate.
Sufocando ligeiro os seus suspiros.

Pinheirinho uma terra prometida
Pela luta do povo organizado
Com a força, união de lado a lado
Nasce um bairro que abriga toda vida
E o sem teto curando essa ferida.
A ação tão brutal desse despejo
No Brasil é o mote do cortejo
Pelas ruas se marcham insatisfeitos
Se exige a garantia de direitos
Renegando todo ato de sobejo.

De um grito “Somos todos Pinheirinho”
Uma luta que o mundo já abriga
Tomar parte urgente dessa briga
Convocando o amigo para o ninho
Dos que lutam e não quer ficar sozinho.
Pinheirinho a paixão de muita gente
Hoje fez levantar-se uma grande frente
E o PSDB jorrando sangue
Com o ato cruel de sua gang
Não vai nunca esmagar essa semente.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Zé Gonçalves: O Poeta Sapateiro



Fiz em janeiro de 2011.
Nando Poeta.

José Gonçalves da Silva
Profissão de sapateiro.
Nascido na Paraíba
Da liberdade herdeiro.
Poeta, um lutador
Na luta, sempre primeiro.

Dez anos da sua morte
Fazemos a homenagem.
Ao poeta militante
Que gravou sua imagem
Nos versos de amor e luta
Revela muita coragem.

Aos seus setenta anos
Em dois mil e um, janeiro.
Doente, debilitado
A morte chega ligeiro.
Parte deixando saudades
O poeta sapateiro.

O bairro de Mãe Luiza
São os olhos de Natal.
Do alto o farol enxerga
A beleza natural.
Foi nesse canto tão belo
Que Zé fez seu arraial.

Comandante de batalhas
Com a força de um guerreiro.
No sindicato, no bairro
Da luta um caminheiro.
Defendendo a natureza
Era o seu timoneiro.

No morro de Mãe Luiza
Na cidade de Natal.
Faz a vida navegar
Passando por vendaval,
Mas sempre com a certeza
De vencer o temporal.

Zé Gonçalves sapateiro
Do lado tomou partido.
Irmanado ao sofrimento
Do povo que era excluído.
Militando pela vida
De seu irmão oprimido.

Zé calçando toda mente
De um povo com poesia.
Chamando ao desafio
Da luta do dia a dia.
Queria a libertação
Na vida ter alegria.

Era membro fundador
De uma Sociedade
Dos Poetas Vivos e Afins
Que acende na cidade
Do Sol a bela poesia
Com tanta vitalidade.

Em campanhas democráticas
Deixou sempre sua marca.
E no Petróleo é nosso
Tripulante foi da barca.
Em defesa da Anistia
Nessa luta ele embarca.

Pulsa em suas poesias
Em cada momento vivo.
Trazendo a cada mente
O ideal coletivo.
E em suas caminhadas
O bem era objetivo.

Por onde tu caminhaste
Deixasse tua semente.
Que muito vivente colhe
Pra enfrentar força horrente.
José Gonçalves da Silva
Entre nós estás presente.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Cracolândia, um país de indigente



Por Nando Poeta

É um rebanho de corpo enferrujado
De pessoas que vagam sem sentido
De um viver que já foi desvanecido
Sob o olhar tão tristonho e ofuscado
Na cegueira de um povo encurralado
De um vicio se torna prisioneiro
Mergulhado num mar mais traiçoeiro
Vão trilhando o caminho de um destino
Com o mundo entra em forte desatino
E em bagaço se imergem num bueiro.

Uma dor que se torna um grande drama
Como gente despenca de um penhasco
Dela mesma se torna seu carrasco
Sempre longe, distante de quem ama
São as ruas, calçadas, sua cama
Onde o vento, o frio vence o abrigo
E na luz do dia é um mendigo
Legião que habita um deserto
Uma vida errante, descoberto
De amor, de carinho, e de amigo.

Não existe no rosto um só sorriso
De uma gente que vive solitária
Companheira da morte é diária
Com uma pedra ele queima o seu juízo
Que despenca do alto até o piso
E na queda, em pedaços, triturado
Ao suco do mal é misturado
E na sede das lágrimas morre a fonte
Vão perdendo na vida o horizonte
E o com o tempo o seu corpo é massacrado.

Como bicho se esconde em uma toca
Brancos, negros, mulheres e crianças
Habitando fazendo as andanças
Tropeçando em toco que não broca
São segredos que moram na maloca
É uma teia de fibras resistente
Ao cair vira uma pobre semente
E os seus frutos nascendo apodrecidos
É a lama no mundo de esquecidos
Cracolândia um país de indigente.

São cachimbos acesos que em brasa
Que nas bocas em roda vão girando
E na mente a fumaça sai torrando
O tecer do viver ligeiro vasa
Do vivente cortando, quebra a asa
Cicatriz ela chega com a morte
E aquele que um dia já foi forte
Adormece num sono bem profundo
Caminhando vagando pelo mundo
O sentido do ser perdendo o norte.

São as pedras que forjam a construção
Vão erguendo castelos de areia
Reunidos em uma grande aldeia
De famintos que habitam a escuridão
Com seus sonhos brotando da erosão
Na fumaça evaporam pelos ares
Pela rua explodindo vãos os lares
Desagrega, em pó vira a vida
E abrindo, gigante é a ferida
Sucumbindo na sua descaída.

O poder do estado bate, mata
Vai o mundo real se segregando
Nas muralhas de pedras arroxeando
E a vida de um povo se arrebata
A policia na bala nela empata.
Sem saída o viver é uma furada
Governante não pensa mais em nada
Dispersando a massa pela rua
Sem tratar a cabeça deixa nua
Pois é essa a política desastrada.

É um assassinato, um genocídio
Onde a fúria venal mira seu tiro
E o fumante caindo num suspiro
Sobrevivente se abriga no presídio
E os demais se entregam ao suicídio
Uma vida cruel de desgraçados
Um amontoado de humanos destroçados
Para muitos já é o fim da trilha
A maldade o poder é quem partilha
E condenam a morte os seus julgados.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cordel: Doutor Sócrates, um jogador pensador

Por Nando Poeta




Na vida do futebol
Têm drible, muitas jogadas.
É a arte em movimento
Pessoas apaixonadas.
Que deixam suas torcidas
Por demais emocionadas.

São craques que com a bola
Num campo de futebol.
Encenam lindas jogadas
Driblando dando lençol
E pra delírio do povo
Que encontra o seu farol.

Eu vou falar de um gênio
Que dentro e fora do campo,
Brilhou, foi estrela guia
No gramado um pirilampo
E nas suas grandes partidas
Do gol tirava o tampo.

Nosso Sócrates Brasileiro
Na escola, no esporte,
Formado em medicina,
Na bola batendo forte
E no Bota em Ribeirão
Preto encontrou seu norte.

Chegando para o Corinthians
Foi o ídolo da torcida.
Com o manto alvinegro
A sua maior guarida.
Um dos maiores atletas
De toda história vivida.

Dentro do Parque São Jorge
Forjou uma tabelinha.
O doutor faz parceria
Com o brilhante Palhinha.
Uma dupla especial
Sucesso dentro da linha.

O Brasil vivia a época
Do fim de uma ditadura.
E o gol do povo se torna
Um clamor pela abertura
Que outro país florisse
No enterro da tortura.

Em toda a sociedade
Um fervor contagiante.
Querendo fazer mudanças
Deixando mais confiante.
Pra que tudo no Brasil
Pudesse seguir avante.

Seu tino pra consciência
Foi ver os livros do pai.
Durante a ditadura
No fogo queimando cai.
Foi o seu primeiro choque
Que na política abstrai.

E foi nas Diretas Já
Que Sócrates fez seu golaço.
Se engajando nessa luta
E ao povo dar seu abraço.
Querendo a democracia
Reinando aqui nesse espaço.

Vale do Anhangabaú (1984)
Presente uma multidão.
O doutor em um comício
Sobre a emenda da eleição.
Diz: que fica no país
Se tiver aprovação.

E na luta social
Vai logo influenciando.
Lá dentro das quatro linhas
Um pensamento plantando.
O direito a liberdade
No gramado germinando.

Instala a democracia
Chamada Corinthiana
Que os atletas decidem
De forma mais soberana
Da qual o Doutor, se torna
O lider da caravana.

Uma visão coletiva
Presente o companheirismo.
Todos com a voz igual
Imperando o dinamismo.
No Parque São Jorge brota
Um imenso vanguardismo.

O Corinthians fervilhava
A democracia dá salto.
O voto dentro do clube
Se ergue ao plano mais alto
E todos pensavam assim:
A liberdade eu exalto.

A imprensa batizou
Que era uma panelinha.
Quatro membros envolvidos
De uma mesma cozinha.
Excesso de liberdade
A ordem fora da linha.

Mas o movimento vivo
Se implanta a cada dia.
Envolvendo todo mundo
Fazendo a democracia
E o futebol no Brasil
Entrava em sintonia.

Doutor Sócrates, Magrão
Era meia ou atacante.
Com o Calcanhar de Ouro
O passe passa brilhante.
E o gol brotava na rede
Com alegria vibrante.

No campo ele desfilava
Com sua nobre elegância.
Um toque bem refinado
Na bola com exuberância.
O gol no fundo da rede
De perto ou à distância.

O Sócrates foi um doutor
Da bola e da medicina.
Seus toques, passes precisos
Seus dribles que coisa fina
E lhe ver dentro do campo
Beleza que nos fascina.

Jogando um futebol arte
Usando seu calcanhar.
O passe era de primeira
Jogada espetacular,
A torcida delirando
Se pondo toda a vibrar.

Corre com a bola no pé
No juízo e pensamento.
Pronto para mais um lance
Pra quem diz que ele é lento.
A pelota vai ligeira
O gol surge no momento.

Um drible, um toque sutil
A bola vence o goleiro.
Era mais um gol de craque
Do Magrão, o artilheiro
Erguia o punho cerrado
Como faz um bom guerreiro.

Jogando dentro de campo
De cabeça sempre erguida.
Tocando a bola com classe
Arrasando na partida.
Derrotado ou vencendo
Procura sempre a saída.

Um magro desengonçado
De uma grande habilidade.
Tinha um domínio da bola
De muita vitalidade.
Enxergava o jogo inteiro
Na cara do gol invade.

Um dos seus passes famosos
Era o calcanhar de ouro.
Uma jogada de craque
Que valia um tesouro.
Quando o gol acontecia
A torcida dava um estouro.

Lembrava que sempre em campo
Tem que ter dedicação.
Está entusiasmado
Ter foco, ter direção.
Compreender que uma equipe
É fruto de uma união.

Quando Sócrates foi jogar
Com a camisa canarinho
Foi o Capitão da Copa
E Telê comanda o ninho.
Timaço de oitenta e dois (1982)
Recebe todo carinho.

Fez tabela com o Zico
Falcão, Cerezo e Oscar
Leandro, Luizinho, Junior,
Serginho, Eder, a atacar
Atrás tinha Waldir Peres
No gol disposto a fechar.

Nessa copa a Seleção
Na Itália esbarrou.
Foi enorme a frustração
O sonho do Tetra acabou
E o gosto dessa derrota
Todo mundo experimentou.

Depois veio oitenta e seis (Copa de 86)
Chegam às quartas-de-final.
O Doutor perdeu um pênalti
Guadalajara o local.
Foi à França que parou
A seleção genial.

Vestiu a camisa ainda
Do time da Florentina.
Quando volta ao Brasil
Com Mengão ele se afina
E no Santos de Pelé
Faz passagem repentina.

Na Europa, na Itália
Nove gols mais na carreira.
Numa breve atuação
Sua volta foi ligeira.
Para jogar no Brasil
E no Rio fazer trincheira.

No Flamengo vinte jogos
Fez uma dupla com Zico.
Amigo de Seleção
De um futebol tão rico.
Mas pelo time da Gávea
Não chegou ao alto pico.

Quando era um garoto
Do Peixe foi torcedor.
No Clube do Rei Pelé
Chegou a ser jogador.
Foi só por vinte e três jogos
Foi tão rápido esse sabor.

Saiiu do Santos em busca
De achar outra morada.
Ainda muito disposto
Quis seguir a caminhada.
Com seu futebol brilhante
Quer mais uma temporada.

Na carreira de um atleta
Tem momento de má fase.
Existem altos e baixos
Que abala qualquer base.
E o Sócrates teve a dele
Que deixa a carreira quase.

De volta a Ribeirão Preto
No time que começou,
O tricolor Botafoguense
Onde amizade plantou.
Com grande amor e carinho
Sua carreira encerrou.

Quando pendura a chuteira
Foi Técnico, articulista.
Do mundo do futebol
Também foi comentarista.
Na música e no teatro
No cinema foi artista.

Doente soltando a voz
Faz uma critica afiada.
Fala dos gastos com a Copa
Da grana que é desviada.
De um futebol de força
Que a arte é abandonada.

A sua irreverência
Foi marca por toda vida.
Dentro de campo e lá fora
Suas ideias dão partida.
Fazendo surgir no futebol
Respeito para quem lida.

No ano dois mil e onze
Com a saúde abalada.
Teve três internações
A última o fim da jornada.
O álcool foi um gol contra
Pra vida ser acabada.

As suas belas jogadas
Marcarão cada memória.
O jogador pensador
É parte de nossa história.
E o craque Doutor Sócrates
Para o futebol foi glória.

Fazemos nossa homenagem
Para Sócrates, o Magrão.
Um jogador de talento
Da Seleção, Capitão.
Mentor da democracia
Nas fileiras do Timão.