sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Farra dos Salários

A Farra dos Salários
Por Nando Poeta

Nesse país de ricaços
A forturna é concentrada.
Nas mãos de uma minoria
Que no poder faz morada.
Explorando gente boa
Com a força da canetada.

Para a divisão do bolo
Reune a classe burguesa.
Com um pequeno punhado
Divivide toda riqueza.
A maioria do povo
Fica jogado em pobreza.

Cinco, um ,três deputados(513)
Oitenta e um senadores.
Formando todo Congresso
Corja de bajuladores.
São poucos que jogam contra
O time de exploradores.

O Congresso Nacional
Aprovam o próprio aumento.
Engolindo boa parte
Da verba do orçamento.
Já para o serviço público
Não se faz investimento.

Em bando solto em Brasilia
Deputados, senadores.
Entre a ilustre cambada
Faz a troca de favores.
E aprova o bombardeio
Contra os trabalhadores.

De desesseis e quientos(16.512,09)
Passou-se pra vinte e seis(26.723,13)
E nosso salário minimo
O aumento é pequenês.
Senadores,deputados
Do assalto já é freguês.

Sessenta e dois porcento
Acresceram em seus salários.
Mais existe outras verbas
Que engordam os honorários.
E acha que nosso povo
É um bando de otários.

O salário de politico
É um quarto do total.
Inclui verbas e auxilios
Faz a soma no geral.
Essa farra no Planalto
É vergonha nacional.

Entra como subsidio
A propina de empresa.
Crescendo logo o montante
Aumenta sua riqueza.
Parlamentar na sujeira
Do roubo faz a defesa.

Tem verba indenizatória
Passagem de avião.
O fixo e celular
Na conta vem de montão
O auxilio-moradia
É pago pela Nação.

Os congressistas e ex
Tem um plano de saude.
Os conjuges e dependentes
Pede o país que ajude.
E isso se perpetua
E querem que nunca mude.

O décimo quarto e quinto
Mais uma ajuda de custo.
É sempre salario extra
Deputado mais robusto.
E o pobre trabalhador
Na vida levando susto.

O Plenário reunido
De casa cheia, lotado.
Resolveram a solução
Do “salário arrochado”
Fez presente de Natal
Com a verba do próprio Estado.

O Congresso Nacional
Contra o povo contrataca.
Aprovando em beneficio
O seu efeito cascata.
Mostrando ter compromisso
De garantir a Mamata.




O aumento dos picaretas
É muito exorbitante.
Enquanto o salário minimo
É pequeno,tão minguante.
Parlamentar faz caminho
Trilhando o mundo farçante.

No toma lá e dá cá
Envolve o executivo
Também o judiciàrio
E todo Legislativo.
Os três poderes unidos
Na roubalheira ativo.

A politica no país
É uma calamidade.
O cartão coorporativo
Da maior autoridade
Do Lula e primeira dama
Gastaram sem piedade.

Em dois mil e dez o gasto
Consumiu cinco milhões(5.570.316,80)
Foi só com a presidência
Crescendo fez seus cordões.
E pelo Brasil afora
Morre de fome os piões.

É essa a realidade
Dos politicos do país.
Que dá uma de esperto
“Eu roubo mas sempre fiz”
Afirmando que o povo
É assim sempre feliz.

Devemos virar o jogo
Reagir,dá a resposta.
A luta organizada
Deve ser a nossa aposta.
E aumento dos deputados
Mergulhe ele na bosta.

Diante desse aumento
Não feche os olhos amigo.
Denuncie como puder
A corja de inimigo.
Que votam e derrubam leis
Retira do povo o abrigo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Que venha o ano novo

Que venha o ano novo
Repleto de desafios.
E que a força da gente
Mais forte de que dos rios
Transborde, derrubem muros
Preencha os largos vazios.

São votos que te desejo
Pra vida seguir em frente.
Que em nossa caminhada
O amor se faça presente.
E a luta por igualdade
Esteja sempre vigente.

terça-feira, 20 de julho de 2010

LUTAR NÃO É CRIME

Por Nando Poeta

É um artigo de luxo
A morada no Brasil.
A grande massa do povo
Sem ter casa é seu perfil.
Morando em ponte, na rua
O teto é o céu anil.

Milhares de sem emprego
Não tem casa pra morar.
Pagar aluguel é sonho
Se faz, vai endividar.
Em seguida vai expulso
Não tem lugar pra ficar.

Num país em que alguns têm
Palácios pra moradia.
Mansões, casa com jardins
Vivendo na mordomia.
AP com a cobertura
Habita a minoria.

Enquanto que a maioria
Tem viver penalizado.
Constrói as casas e os prédios
Não tem um metro quadrado.
Em barracos, a céu aberto
Vivendo “descobertado”.

Se lutar pela morada
Não é se cometer crime.
É ter solidariedade
Dar um basta a quem lhe oprime.
Ter um local pra morar
É um direito sublime.

Portanto quem luta muito
Pra alguém ter o seu teto.
Não pode ser incriminado
Por querer o bem seleto.
Ter direito a moradia
Pra o viver ficar completo.

Lutar por qualquer direito
Devemos ser defensor.
Pois quem constrói a riqueza
É gente que tem valor.
Um país é edificado
Por nosso trabalhador.

Hoje é caso de policia
Lutar pela moradia.
Responde processo, prende
Quem tem muita ousadia.
Criminalizar a luta
Faz governo e burguesia.

Nesse país tão gigante,
Juntar todos explorados.
Morando em vilas, cortiços
E todos desempregados.
Movimentos populares
Unidos, organizados.

Trilhando na caminhada
Pela absolvição.
De Gegê, um caminheiro
De muita dedicação.
Um lutador social
Fiel a população.

Meu canto é de liberdade
Me somo nessa campanha.
Já sei que”Lutar não é crime”
Mas num país de barganha.
Se trata quem vai a luta
Tirando o couro e a banha.

Companheiro, companheira
Vamos trilhar nessa luta.
Gegê livre pra lutar
Do lado de quem labuta.
Por sua absolvição
Jurado vê se escuta.



FIQUE DE OLHO NAS ELEIÇÕES

Por igualdade na eleição.

Por Nando Poeta

Jornais e televisão
Eliminam candidatos.
A globo e bandeirantes
Escolheram seus mandatos.
Nos debates da TV
Pra elite dá outros tratos.

A campanha é muito injusta
Favorece na disputa.
Os candidatos de empresas
E veta quem tá na luta.
A desigualdade é grande
TSE não escuta.

As centenas de reais
É gasto na eleição.
Um processo viciado
Imposto pelo patrão.
Democracia é pro rico
Que tem o seu mensalão.

Nove foram os registros
Pro cargo de presidente.
Por que é que a TV?
Esconde pra toda gente.
Nos debates e nos jornais
Pra população só mente.

E a justiça eleitoral
Que continua calada.
Se a eleição é limpa
E tão democratizada.
Por que é que os outros seis
Fica sem tá na bancada.

Apenas três candidatos
Tem acesso toda hora.
Diante de nossos olhos
Promove sem a demora
Antes mesmo da eleição
Já joga o resto lá fora.

Todo programa gratuito
Já traz a desigualdade.
Quando o tempo de TV
Já faz a disparidade.
Tem tempo maior pra uns
Sem nenhuma igualdade.

Divulgar os candidatos
É básico pra eleição.
Se o processo é democrático
Mostre pra população.
Todas as candidaturas
Sem nenhuma exclusão.

Quero que o nosso Brasil
No processo eleitoral.
Garanta já o direito
Que pra todo seja igual.
Que todos os candidatos
Vá pra TV e jornal.

Conclamamos todo povo,
A fazer a exigência.
Que TV, radio e jornais
Não tenha a preferência.
De mostrar unicamente
Candidatos da agência.


Por Nando Poeta
Eleição

Vai começar a eleição
Cuidado caro eleitor.
Promessas são feitas a rodo
Por político enganador.
Ta cheio de picaretas
Nesse circo voador.

A prática de comprar voto
É herança muita antiga.
No tempo do coronel
Era muito grande a briga.
O voto era de cabresto
Votava fazendo figa.

A moeda é vale tudo
Carteira de motorista
Dentaduras, caixa-d’agua,
Cesta básica, show de artista,
Dinheiro vivo na mão,
Bolsa família à vista.

No tempo de hoje em dia,
A compra do voto é feita.
De forma sofisticada
Aprovada em lei perfeita.
Empresa doa dinheiro
Pra depois fazer colheita.

O partido que aceita
A verba da patronal.
Vai ficar com rabo preso
Do patrão ser serviçal.
Cuidado pra não errar
Pisar no “voto” é fatal.

Procure ver as propostas
Dos candidatos, partidos.
Não vote em patrões, pelegos
Numa corja de bandidos.
Pelo Brasil socialista
Direitos são protegidos.



Nesta quarta-feira, 28 de julho de 2010 ocorreu o ato contra a ocupação do Haiti em São Paulo.

TIREM AS TROPAS DO HAITI
Por Nando Poeta


Bohio, Quisqueya, Ayiti
Já fora o nome da ilha
Habitada pelos índios
Uma linda maravilha
Invasores espanhóis,
Sua riqueza empilha.

Com extermínio de índio
Tragam os negros robustos
Falou Las Casas, um padre,
Não importam os seus custos
Quinze mil vieram logo
Da África, passando sustos.

O Haiti significa
Uma terra montanhosa
Vivendo da agricultura,
Mas a fome é vergonhosa
Uma região sofrida
Onde a morte é perigosa.

País que foi no passado
Uma Colônia francesa
Produtora do açúcar
Que pro povo falta à mesa
Muito rica por um lado,
Do outro muita pobreza.

E se tornou o país
Mas pobre do hemisfério
Sempre sendo beliscado
Por fera do grande império
Um povo que não se rende
Que luta sem ter mistério.

Cidade mais populosa
Porto Príncipe capital
O francês e o crioulo
É a língua oficial
Vinte e sete mil quilômetro
Tem a sua área total.

No Tratado de Ryswick
Repartiram a região
Entre a Espanha e a França
Um pedaço em cada mão
Fatiando assim o bolo
Pra manter dominação.

Sem piedade ocuparam
Roubando sua riqueza
Mata, destrói plantações
Deixa o povo na pobreza
Enviando pra Europa
Engordando a nobreza.

O Mackandal, um escravo
A frente de uma guerrilha
Foi condenado a fogueira
Queimado foi nessa ilha
Mas sua semente boa
Voltou a fazer partilha.

A luta por liberdade
Napoleão Bonaparte
Tentou impedir o sonho
Que na vida já é parte
Mandou matar Toussainte
Um símbolo, um baluarte.

Um líder que afirmou:
Quando “Derrubaram a mim
Não abateram o tronco
Da árvore” que não tem fim
A liberdade do negro
Lutando será assim.

Em seguida independente,
Aboliu a escravidão
Foi o primeiro da América
A gritar libertação
Cativos se levantaram
Fizeram a rebelião.

Espalhou por toda América
O sonho de liberdade
Ajudou Simon Bolívar
Combater barbaridade
Da colônia, escravidão
Que manchou a humanidade.

Dessalines e o campo
Lutam contra a opressão
Repartir as terras todas
Para ter direito ao pão
Esse era o pensamento
De quem quis libertação.

Nas guerras de independência
Mulheres foram à batalha
Catherine Flon, Latoya
Guerreiras contra a canalha
Escrava que se liberta
Na revolução trabalha.

A bandeira haitiana
Catherine Flon costura
O azul e o vermelho
Simboliza a mistura
Os negros e os “mulatos”
Do país é arquitetura.

Latoya era domestica
Escrava do seu senhor
Nas casas desses colonos
Sofriam o maior terror
Envenenavam as comidas
Pra fugirem do clamor.

O dinheiro do haitiano
Saiu,pois para ajudar
Os latino-americanos
Que queriam desgarrar
Da presa colonial
Que vivia a explorar.

Generais ambiciosos
Do lado do rico ficam
E muitos traíram os pobres
Assim eles justificam
As vidas dos libertados,
Mas uma vez se complicam.

Oprime quem fez a luta
Nessa terra independente
E passando a reprimir
Com armas e ferozmente
Condenando o haitiano
Destruir sua semente.

Já durante o século vinte
Foram os Estados Unidos
Usurpando a autonomia
Direitos sendo contidos
Resistência não faltou
Aos invasores bandidos.

No fim da segunda guerra
Todo o mundo em reboliço
A Revolta no Haiti
Cai Lescot, o mestiço,
O negro Dumarsais
Promete mostrar serviço.

Tem período da história
Que tem golpe de estado
O terror Duvalier (1957-86)
Não é coisa do passado
Com as tropas da “mãe” ONU
Segue sendo saqueado.

O Papa Doc, um médico
Eleito foi presidente
Inaugurou no Haiti
Uma ditadura ardente
Um mandato vitalício
Prejudicou muita gente.

Quando morreu Papa Doc
O Baby Doc, seu filho
Continua a ditadura
Do pai segue o mesmo trilho
Um governo sanguinário
Que do povo tira o brilho.

O terror do Doc cai
As ruas massas tomando
Chega a Frente Popular
Novo regime se armando
Um padre com força assume
Do Haiti seu comando.

Jean-Bertrand Aristide
Por golpe foi derrubado (2004)
Junto ao FMI
Por onde foi tutelado
O plano neoliberal
Por ele foi implantado.

E os Estados Unidos
Decidiram derrubar
O governo de Aristide
Que não mais ia apoiar
A tropa americana
Invadiu, foi ocupar.

O Canadá e a França
Também enviaram tropa
O povo não aceitando
Cortou o mal pela copa
As nações sem conseguirem
Perguntou se o Brasil topa?

O Brasil de Lula disse:
Estou disposto ajudar
A seleção brasileira
No Haiti vai jogar
E o povo hospitaleiro
Vai nossa tropa aceitar.

E os serviçais governos:
Argentina e Uruguai
Junto ao Peru e Chile
Bolívia e o Paraguai
Guatemala e Equador
Na rua com arma sai.

Outros países perversos
Turquia, Benim, Portugal
Complementando esse time
Jordânia, Chade e Nepal
Comandando essas tropas
O Brasil é o general.

Minustah é uma força
Militar de ocupação
Que diz: trazer ao povo
Toda estabilização
Reunindo esses países
Pra ONU é a missão.

Presentes no Haiti
Organiza uma ofensiva
Contra o povo haitiano
Que não tem perspectiva
De viver independente
Nessa ocupação nociva.

Convocando a eleição
René Preval foi eleito
O ianque americano
Não engole tal direito
Não querendo aceitar
O resultado do pleito.

Não demorou muito tempo
Pra Preval ter confiança
Agora pra todo império
Ele é a esperança
Somou-se aos invasores
ONU dando segurança.

As tropas da Minustah
Tendo a frente à brasileira
Mortes diárias e tiros
Nessa invasão estrangeira
Ferem a soberania
Nessa ação desordeira.

A ação da Minustah
É de muita violência
Atira matando gente
Mostrando incompetência.
Mulheres são estupradas
Com a maior virulência.

O direito lá na ilha
É bastante violado
Econômico e social
Cultural fica de lado
Saúde e educação
Não oferece o Estado.

O haitiano enfrenta
Ocupação militar
Nas ruas pulando lutam
Podemos aqui citar:
O salário e moradia
Quer-se muito conquistar.

Antes que o cuspe seque
Lula enviou os soldados
De início foram aceitos
E sinceramente amados
Mas com o passar do tempo
Passaram a ser odiados.

Os soldados pelas ruas
Recebem o povo à bala
A revolta foi crescendo
E muita gente não cala
A matança é muito grande
Enterrados são na vala.

O povo haitiano sofre
Os saques e os embargos
As invasões estrangeiras
Que são momentos amargos
Sugaram as suas riquezas
Enchendo seus buchos largos.

O Haiti, golpeado
Por Jeanne um furacão
Mortes e muitos estragos
Castigaram essa nação
As cidades arrasadas
Por não ter a proteção.

A fome é tão feroz
Biscoito feito de terra
Na ceia do haitiano
O bucho é oco e berra
Um povo que sofre muito
A vida inteira se ferra.

As tropas supostamente
Trazem paz para o seu povo
Mas em toda ocupação
Não chega nada de novo
Só repete o b-a-bá
É peixe caindo em covo.

Um país submergido
Ao puro empobrecimento
Ditadura, ocupação
É parte de seu tormento
Ao longo de sua história
Tem sido esse sofrimento.

Os tanques da Minustah
Comandado pelo Lula
Vai juntando pela rua
Fome, morte que acumula
A política para o Haiti
Esse governo regula.

A polícia e Minustah
Faz a prisão clandestina
Sequestra quem tá na rua
Usa de prática assassina
Criminalizando a luta
Com muita carnificina.

Sobre uma chuva de bala
Dispersa uma multidão
Estudante, muita gente
Sofre forte repressão
Não querem que vá a rua
Fazer manifestação.

A miséria no Haiti
Ela não veio do nada
Era a “Pérola das Antilhas”
Hoje é conto de fada
Sugaram riqueza e sangue
Desse povo camarada.

A vida de um haitiano
É de grande exploração
A tonelada de cana
Extraiu da plantação
Quinze horas de trabalho
Deixando calo na mão.

Empresas tão vindo atrás
De mão-de-obra abundante
Explorando o haitiano
Sendo essa a resultante
Implantam maquiladoras
Com a força de um gigante.

A Levi’s fabrica jeans
Ganhando rios de dinheiro
Nas costas das costureiras
O tiro é sempre certeiro
No país a mais-valia
Engole-se por inteiro.

A jornada no Haiti
São doze horas por dia
Oitenta e três ao mês (real)
Vivem em plena agonia
O trabalho é tão barato
Parece até cortesia.

Sem emprego no país
Não se tem corte de cana
Migrando a outra República
Agora a Dominicana
Transforma-se em escravo
Pra viver só com banana.

Um país que deveria
Ser auto-suficiente
Produzindo cereais
Por ter solo competente
Invasão de território
É coisa muito frequente.

Lula quer assento no
Conselho de Segurança
Invadindo o Haiti
A ONU dar esperança
As tropas de ocupação
No lugar de USA e França.

O mar, a terra e o céu
Da USA tem proteção
As suas Forças Armadas
Garantem a dominação
E todo povo haitiano
Clama por libertação.

As tropas da Minustah
Pela ONU organizada
Bush, o senhor da guerra
Tá certo ser enviada
O Barack Obama disse:
Por mim vai ser preservada.

Lula e seus comandados
Não foram ao Haiti
Por razão humanitária
Pensava o povo daqui
O Brasil do futebol
Tem outro interesse aí.

Sessenta mil por soldados(reais)
Governo faz esse gasto
Lula já são cinco anos
Que tem deixado esse rasto
Noventa milhões ao ano
Pra manter do rico o pasto.

Basta de ocupação
Econômica e militar
Pois um Haiti liberto
Lutemos pra conquistar
Retirar as tropas agora
É sinal pra caminhar.

Fazemos grande chamado
Ao povo de todo mundo
A ONU mente que ajuda
Na verdade leva ao fundo.
Com a invasão das tropas
O ataque é mais profundo.

Fora as tropas estrangeiras
Deixe livre o território
O destino do Haiti
Não decide no escritório
Dessa ONU que impõe
Um sistema exploratório.

Obama que fala muito
Que chamou Lula de “o cara”
Os oprimidos do mundo
Nas costas apanham de vara
Resistir lutando muito
É como a opressão para.

Não pode ser prisioneiro
Do jugo imperialista
Atende ao pedido deles
Botando o Brasil na lista
De feitores dessas guerras
Na mão do capitalista.

Exigimos do Brasil
A saída imediata
Da tropa que é brasileira
Hoje que no Haiti mata
Lula não é um favor
Decida e pro bem acata.

Conclamamos que o povo
Se junte a essa campanha
“Fora as tropas brasileiras”
É ajuda muito estranha
Queremos que o Brasil
Abandone essa façanha.



Na Feira de São Cristóvão
Lá no Rio de Janeiro.
No Forró de pé de serra
Um arrasta pé maneiro
Rosi e eu fomos escolhidos
Chegamos a ser primeiro.

A feira é um pedacinho
De todo nosso nordeste
Comer as comidas típicas
Fizemos o nosso teste
Passear, entrar nas lojas
No céu o azul-celeste.


EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA


A escola é o local
Que mantém uma função
De aparelho ideológico,
Propagando a transmissão
De ideias dominantes
Pro povo a submissão.

Queremos uma escola
Que seja libertadora,
Onde igreja no Estado
Nunca seja a mentora,
Virá com revolução
Que será sua gestora.

Para melhor qualidade
Do ensino brasileiro,
A questão prioritária
Seria investir primeiro
Bem mais verbas na escola
Pra ter o ensino inteiro.

O Estado dá o mínimo
Pra saúde e educação,
O serviço essencial
Nega-se a população.
O ensino público marcha
Para a privatização.

A situação da escola
É de um grande desmonte,
Mestres desvalorizados,
Um mal que está na fonte,
Biblioteca sem livro
Aluno na sala, um monte!

Terceirizam os serviços,
Escola é sucateada,
Transferência de recursos
Pra toda a rede privada,
Uma educação precária
Péssima e desfigurada.

Descaso de governantes
Que não investem na rede,
Comunidade escolar
De ensino tem é sede,
Investir na educação
Em vez de pintar parede.

O ensino no Brasil
Tem é alta repetência,
Da baixa escolaridade
O governo tem ciência,
Evasão muito crescente,
Fruto da incompetência.

Da creche à graduação
Investimento precário,
Toda educação que é pública
No abandono diário,
Financiamento público
Tem que sair do armário.

Considerada a pior
Educação brasileira,
Até pra ler e escrever
Encontra-se na rabeira,
Sem investir no ensino
Sempre será derradeira.

O sistema é bem perverso,
Recheado de exclusão,
Salas são superlotadas,
Não se aprende a lição,
Sem a infraestrutura
Não tem menor condição.

O caos na educação
Imposta por governante,
Destruição da escola
Sem vaga para estudante,
A qualidade do ensino
Encontra-se degradante.

Governos são truculentos
Rivais da educação,
Repassam todas as verbas
Pra boca do tubarão;
Ensino privatizado
Pro poder é solução.

Sistema educacional,
Básica e superior,
Com o baixo investimento,
O ensino é inferior.
Quem vive de lecionar
Tem perdido seu valor.

Os sucessivos governos
Negam aumento real.
Arrochando os salários
De forma fenomenal;
Prejudicam aposentados,
Com baixa salarial.

O salário não aumenta,
Porém é tripla a jornada.
Os professores doentes,
Carreira na encruzilhada.
Abandono do oficio
Na escola desmontada.

Professores são as vítimas
Da violência escolar,
O seu trabalho docente
Não tem como praticar,
Violência e agressão
São matérias pra estudar.

Colapso lá no ensino
É culpa dos professores?
Propagandeiam na mídia
Governantes impostores,
Desmantelar toda a rede
É política dos gestores.

Professor e funcionário
Com salários aviltantes,
As jornadas de trabalho
Longas e extenuantes,
Distorções e injustiças
Na vida dos caminhantes.

Queremos nossa jornada
Vinte horas semanais.
Só vinte e cinco por sala
Está bom até demais.
Garantia no trabalho
E desemprego jamais.

O ensino público é,
Laico e de qualidade.
Professor valorizado,
Irrestrita liberdade,
Emprego será pra todos
Tendo estabilidade.

Aprovação de um piso
De salário unificado,
Pra professores da rede
Municipal, do Estado,
Aguardam a grande promessa
De ter direito implantado.

Pra cumprir a nova lei,
Afirmam não ter dinheiro;
Revogar qualquer direito
Atrasará o ponteiro,
Investir na educação
Será ato derradeiro.

O valor desse salário
Já é muito rebaixado:
As quarentas semanais (40 horas)
Foi por Lula aprovado.
Desrespeita educador
Com seu salário minguado.

O piso quando for pago
Terá forma de migalha;
Trabalhador do ensino,
Promessa é fogo de palha;
Continuar nessa luta
É nossa grande batalha.

Pra garantir esse piso,
MEC se faz de rogado:
Não dispôs de mais recursos
Pra ter direito implantado,
Organizar a carreira
Do docente abandonado.

O piso do DIEESE,
Vinte horas pra jornada,
Terá tempo o professor
Pra aula ser preparada:
Educador é formado
Por condição adequada.

Avaliar desempenho
É forma subjetiva;
Exigir de professor
Ter uma iniciativa,
Com a produtividade,
É prática bem abusiva.

Nunca será coletiva
Quando avalia o gestor,
Fica a coisa vulnerável
Na mão de um ditador,
Esse tal de desempenho
Penaliza o professor.

O plano de educação
Por Lula organizado,
Medidas do PDE
E ensino aligeirado.
Governo pondo à venda
Como fruta no mercado.

Todas as contra-reformas
Na área educacional:
A tal privatização
Do ensino estatal,
Foi tudo bem planejado
Pelo Banco Mundial.

Na Europa e na África,
Ásia e América Latina,
A educação, que é pública,
Seguindo sempre a rotina
Escolas deterioradas,
Transformadas em ruína.

Por esse mundo afora
Políticas educativas,
Desde o Plano Decenal,
As metas são evasivas
Ganhar soma de dinheiro
Com metas repetitivas.

Limitações financeiras
A UNESCO recomenda;
Regulação do ensino
Governo aprova emenda:
Educação à distância —
Querem que o povo aprenda!

Tudo querem avaliar,
Desde o gestor ao docente.
Agora pra o governante
Fecha os olhos, conivente,
Desastre nos resultados
E o governo é repetente.

Os custos na educação
Passa pra comunidade;
Sai da tutela do Estado
A responsabilidade,
Transforma em mercadoria
E tem rentabilidade.

Querem um novo modelo
Para a nossa educação,
Que atenda a indústria
Que apoia a produção,
Convertendo nosso ensino
Em produto como o pão.

Banco Mundial e BID,
Com seu grande objetivo,
Avança privatizando
Ensino decorativo;
Um serviço a ser vendido
Em mais um paliativo.

É pública a educação,
Gratuita e obrigatória,
Pré-escola, faculdade,
Deve ser a trajetória —
Se virar mercadoria,
É voltar à palmatória!

Pra o mundo foram traçadas,
Pelo Banco Mundial,
Políticas para o ensino
Em metas no decenal,
Tudo isso como parte
Do plano neoliberal.

O projeto do governo
“Todos pela educação”,
Escola virar empresa
Com meta, aceleração,
Ensino é mercadoria
Vendida no mercadão.

Lula hoje ratifica,
Defendendo em sua essência,
Medidas neoliberais
Que têm pura preferência
Nas políticas do governo
Usando sua influência.

E dentro desse projeto
Mergulham alguns professores,
Ficando embriagados
Com políticas de gestores,
Muitos deles se propondo
Dos planos serem atores.

Na rede educacional,
Professores do Brasil,
Categoria que é grande,
Que tem sofrido a mil,
Suscetíveis a doença
Que não tem sido gentil.

Aumentando seu trabalho,
Mestre já fica doente;
Depressão e nervosismo
São doenças já da mente,
Cansaço e ansiedade
Aparecem de repente.

Com o problema de voz
É por demais preocupante,
Salas de aulas são cheias
O mestre fica irritante,
A condição de trabalho
Vai ficando degradante.

São variados distúrbios
Que afetam a categoria:
Trabalho tão estressante,
Presente no dia-a-dia,
Traz danos pra saúde,
Quem educa, na agonia.

Os problemas de saúde
São típicos da profissão:
Doenças de todo tipo
Que chamam muita atenção,
Tem crescido nessa classe
A famosa depressão.

Professores, professoras,
A qualidade de vida
Valoriza a nossa classe
Numa posição devida.
A condição de trabalho
Hoje é uma ferida...

Trabalhadores do ensino,
Os pais e a juventude,
Mobilizem permanente
Busquem ter uma atitude.
Socialismo é a trilha
Unido, avançando, mude!

No Brasil a nossa escola
Aprova aceleração
Numa falsa educação
Distribui a bolsa esmola
Os governos não dão bola
Professores são mal pagos
O povo sofre os estragos
Enquanto rico só ganha
Todo ensino só apanha
As letras sem os afagos.

BIOGRAFIA

MANOEL E CLEONICE: UMA LIÇÃO DE VIDA

MANOEL E CLEONICE: UMA LIÇÃO DE VIDA
Por Nando Poeta


Estado da Paraíba
Encontraram-se um dia
Manoel e Cleonice,
Um amor se blindaria
Viraram lição de vida
Compondo uma melodia.

Cidade de João Pessoa
Na formosa capital
Começa um grande amor
O olhar foi o sinal
Manoel interessado
Na jovem tão genial.

Ele vem de Guarabira,
Perde os pais quando criança,
Mãe Antônia, pai José,
Deles tem pouca lembrança
Mas o pouco que restou;
Deu-lhe uma forte sustança.

Filho único, filho órfão
Cria Mãenana, avó
Trabalho logo na vida
Limpando mato e cipó
Não frequentou a escola
Esse foi seu grande nó.

Menino, rapaz e homem
Aprendeu na sua vida
Que se tem que batalhar
Para ter sua guarida.
Ganhou logo cedo o mundo
Pelo pão caiu na lida.

Chegando a João Pessoa,
João Belo vai lhe adota,
Trabalho, casa, e comida,
Em troca recebe a nota
Bancando o jogo de bicho
Uma parte era sua cota.

Cléo é filha exemplar
De Julita e seu Vicente
A quarta de onze filhos
Trabalhou sempre contente
No atelier de Adélia
Onde se sentia gente.

Pequena, trabalhadeira,
Ganhava já seu trocado.
Cléo sempre obediente,
Ajuda em casa o mercado
Com os seus irmãos pequenos
Tinha um maior cuidado.

Foi noiva de um Evonio
O rapaz não lhe atraiu
Mas sempre contente e rindo
Um outro rapaz surgiu
Manoel entrou na vida,
Daí novo amor floriu.

Os pais não quiseram muito
Esse novo namorado
O início foi difícil
Barreiras pra todo lado
Mas na trilha estava escrito
Que era um casal gamado.

Fizeram de tudo mesmo
De longe às vezes se viam
Quando se aproximavam
Energia eles sentiam
Um toque na mão ou beijo
No desejo ficariam.

Nossa Senhora das Neves,
Padroeira da cidade.
Era nessa grande festa
Que os dois com liberdade
De mãos dadas passeavam
Com muita felicidade.

Quando o passeio termina
Cada um para o seu canto
Durante toda a semana
A saudade bate tanto
Que a vontade de se ver
Às vezes causava pranto.

Na igreja em Jaguaribe
No dia dos namorados
Manuel e Cleonice
Os dois rezam seus tratados
Com fé em Nossa Senhora
Do Rosário, abençoados.

Em cinquenta foi o ano (1950)
Que nasceu esse namoro,
Cinco anos escondidos,
Se pegassem iam pro coro,
Seu Vicente muito rígido
Já deixava a Cléo no choro!

Depois de uns cinco anos
Foram dois mais de noivados
Agora o compromisso
Era o de ficar casados
Dona Julita e Vicente
Ficaram tranquilizados.

Manoel pela família
Passou a ser bem aceito
Um homem trabalhador
Era bom e de respeito
Fazia qualquer ofício
Com resultado perfeito.

Em vinte e seis de outubro
Do ano cinquenta e sete.
Teve casório marcado
O arroz foi o confete
Celebrado na igreja
Entre os dois o “Sim” repete.

Vão morar no Alecrim
Um bairro lá de Natal
Na Empresa Xavier
De ônibus foi o fiscal
Mas logo essa empresa
Deixou essa capital.

Partem para Pernambuco,
Pra cidade de Goiana,
E nessa empresa de ônibus
Manoel recebe a grana
De Recife a São Paulo
O trajeto foi sacana.

O ônibus fica quebrado
E Manuel de aventura
Em São Paulo sem dinheiro
Na rua da amargura
Chaveta não manda grana
Não tem pão, nem rapadura.

Cléo com a sua filhinha,
Com um ano ou mais de vida,
Chamada de Mauricléia
É filha muito querida
Distante de Manoel
Passou a ficar sentida.

Quando chega da viagem
Manoel é despedido
Passando dificuldades
Se sente muito ofendido
Ao primo de Cleonice,
Ficou muito agradecido.

Manoel e Cleonice
De volta para Natal
Na Vila Marcilio Dias
Escolhe esse o local
De novo no Alecrim
Perto da Vila Naval.

Arranjou logo um emprego
Na nova Universidade
Funcionário Federal
Teve estabilidade
O salário era pequeno
Mais lhe deu tranquilidade.

E Cléo dobrou a jornada,
Trabalha de costureira.
E na renda faz somar
Ajudar sempre na feira
Tomando conta de casa
Não bate nunca canseira.

Teve duas gravidezes
Que não tiveram sucesso
Mas logo na sua quarta
Fernandinho vem de expresso
Cleinha ganha o irmão
Era gordinho, confesso.

Com onze meses depois
Nasceu o filho Vicente
Em homenagem ao avô
Que logo ficou ciente
Passando alegrar a casa
Deixando o lar bem contente.

Cinco anos vem mais tarde
A chegada de Tadeu
Chamado de Tadeuzinho
Um irmão novo nasceu
Agora forma um quarteto
E a família cresceu.

Assim formada a família
Cleonice e Manoel
Trabalhou de dia à noite
Cumprindo forte papel
Educando filha e filhos
Para a vida ser fiel.

E a Cléo em sua máquina
Produziu muita costura
O seu grande objetivo
Preparar vida futura
Preocupada que os filhos
Consiga maior fartura.

E de sábado ao domingo
Na noite faz o serão
Fantasia do Rei Momo
Carnaval, animação
Chegava o meio do ano
Era festa de São João.

Na Vila Marcilio Dias
Tinha fogos e fogueiras
Pamonha e muita canjica
Na rua muitas bandeiras
Crianças soltando traque
Faz parte das brincadeiras.

Passear era comum
No domingo até na praça
Ir à praia da Redinha
De lancha ou de barcaça
É programa da família
Com custo quase de graça.

O ganho nosso era pouco
Aluguel de Artuzinho
Em setenta e nove veio (1979)
Um lugar, pra nosso ninho
Saímos do Alecrim
Deixando velho vizinho.

Celina que ainda hoje
Faz parte do coração
O seu neto que é Fagner
É nosso pequeno irmão
A nossa velha Vilinha
É boa recordação.

Saindo do aluguel
Que fica por vinte anos
O sonho se torna vivo
Realizam velhos planos
Foi pra Santa Catarina (1982)
Os pais e os quatro manos.

Foi aí onde a família
Espalha-se pra crescer
Surgiram os novos lares
Não fez desaparecer
Agora se soma aos netos
Fazendo foi florescer.

Cleonice e Manoel
Hoje tem netos e netas
São pilares da família
Que seguimos suas setas
São nossas lições de vida
Com objetivo e metas.

Seu time de neto e neta
Gabriel e a Gabriela
Vinicius, Juninho, Aninha
Emanuel, Emanuela
Maria, Renê, Fernanda
E Thaísa Rafaela.

E buscando a natureza,
Foi morar em Pitangui.
De mar puro e o ar fresco,
Igual não se tem ali
Manoel e Cleonice
É casa de colibri.

A casa na praia é,
Um lugar muito saudável
Sempre cabendo mais um
No coração formidável
Manuel e Cleonice
É um casal bem amável.

Aprendemos que na vida
Tudo o que é conquistado
Foi fruto do nosso esforço
Pelo suor foi banhado
Prega Cléo e Manuel
Por eles foi ensinado.

Não se tinha nada fácil
Mas unidos confiantes
Percebeu que a união
Tinha força de gigantes
E que juntos venceríamos
Se fôssemos perseverantes.

As pedras que vão surgindo
Pelo meio do caminho
É possível removê-las
Quando se tem o carinho
É o que nós percebemos
De filhinha e de filhinho.

Inda hoje relembramos,
De seu forte ensinamento.
Nas vidas que construímos
Buscamos o pensamento
Que filhinho e que filhinha
Plantou com o firmamento.

Temos a sorte na vida
Pelos pais maravilhosos
Presentes, compartilhando
Os momentos preciosos
Manoel e Cleonice
Deles somos orgulhosos.

Seus ensinamentos certos
Aprendemos com prazer
Trazemos em nossas vidas
No trabalho e no lazer
E hoje pra nossos filhos
Lecionamos tal dever.

Nem sempre na vida é,
Tudo uma perfeição
Temos os altos e baixos
Se tropeça vai ao chão
Mas vocês nos ensinaram
Não cair na perdição.

Essa é uma simples História
Mas grande lição de vida
Narrada nesse cordel
Pela família vivida
Manoel e Cleonice
É gente muito querida.

Parabéns ao casal
Por tamanha sensatez,
A esperança e a fé
Deram tanta a lucidez
E fez forte como rocha
O lindo amor de vocês!

MULHERES EM LUTA

Mulheres Em Luta
Por Nando Poeta

As cento e vinte e nove
Mulheres da tecelagem
Lutando por seus direitos
Mostrando muita coragem
Morreram carbonizadas,
Numa ação muito selvagem.

Foi no século dezenove
O ano cinqüenta e sete
Na famosa Nova York
A qual por dever compete
Pra todas essas mulheres
Com força jogar confete.

Mulheres em passeata
Queriam melhor salário
A greve fortalecida
Contra patrão salafrário
Reduzir sua jornada
Aumenta o tempo diário.

Reunidas lá na fábrica
Mulheres surpreendidas
Com a tranca dos portões
E de sair, proibidas,
A correria foi grande
Queimadas foram com vidas.

Operárias heroínas
São têxteis na produção
Sua luta continua
Pra ter direito ao pão
O seu exemplo de fibra
Faz crescer a união.

Mil novecentos e dez
No país da Dinamarca
Clara Zetkin propõe
Dia oito ter a marca
Da luta dessas mulheres
Pra não afundar a barca.

O dia oito de março
De muita denuncia e luta
Contra opressão e machismo
Emancipar quem labuta
Mulheres em movimento
O seu espaço disputa.

Com muita ação e coragem
A mulher sai para a rua
Denunciar, protestar
É bandeira minha e tua
Lutar por nossos direitos
E não ficar só na sua.

No dia internacional
De luta pela mulher
Hoje o movimento delas
Metendo dentro a colher
Nas políticas dos governos
Que mudança não quer!

Capitalismo utiliza
Da opressão e má fé
Explora através do sexo
Salário pago é chulé
Além da tripla jornada
Ainda dá pontapé.
.
Pois a força de trabalho
Teve a feminização
Praticamente a metade
É parte da produção
Mulheres, a sua força,
Sofre mais exploração.

No trabalho o salário
É pequeno que até some
Mesmo com igual função
É pagamento de fome
Mão-de-obra feminina
O capital já consome.

As mulheres engrossaram
O trabalho informal
Ganham menos que o homem
Quando a tarefa igual
Lutar por mesmo direito
Pra questão salarial.

Homens e mulheres têm
Trabalho de igual valor
No labor a sua força
Desprende o mesmo calor
Remunerar diferente
Divide o trabalhador.

Propaga-se pelo mundo
O fim da desigualdade
Entre os sexos opostos
Jura existir igualdade
Mas explorar, oprimir
Do capital é verdade.

O capital não criou
Machismo e opressão
Apenas lhe absorve
Lucrando para o patrão
Impondo a desigualdade
Faz surgir à exploração.

A mulher para o trabalho
Tem acesso desigual
A violência doméstica
E o assédio sexual
A pretensa igualdade
É farsa do capital.

Mulheres pobres e negras
Situação agravante
Salários mais rebaixados
De uma vida gritante
O machismo e o racismo,
No capital é marcante.

A realidade dela:
Opressão e violência
Pois tem a tripla jornada
Mostrando ter competência
Trabalho,filhos e casa,
Faz parte da penitência.

Maus tratos, ataques físicos,
Violência declarada
Pancadas, humilhações,
Calúnia, estupro e piada
Entre socos e pontapés
Assassinato e cantada.

As mulheres continuam
Mais vitimas da opressão
O machismo é o instrumento
Acentua exploração
Tratada como objeto
Igual na escravidão.

A opressão é tão grande
Que muitas sofrem caladas
A cada quatro minutos
Mulheres são espancadas
E nesse largo Brasil,
Milhares assassinadas.

Pra opressão e machismo
O combate é cotidiano
Bem como a homofobia
Destruir é nosso plano
O feminismo e classismo
Fortalecer sem engano.

A cada quinze segundos
Uma mulher espancada
Na violência mundana
Tem uma sendo estuprada
Saindo fora de casa
No trabalho, assediada.

Não basta só ser mulher
Na luta contra a opressão
Porque o capitalismo
Incentiva a divisão
A mulher trabalhadora
Vencerá com união.

Os homens e as mulheres
Buscam emancipação
E combater o tal machismo
É a grande solução
E pelo socialismo,
Avançarmos nessa ação.

A mulher em luta briga
Por emprego e moradia
Creches, saúde, salário
Respeito no dia-a-dia
Legalizar o aborto
Não é uma covardia.

Pois um milhão de abortos
São feitos nesse Brasil
De forma tão clandestina
Cento e cinqüenta mil
Morrem e deixam seqüelas
E um resultado hostil.

A violência à mulher
Terá que ter o seu fim
Legalizando o aborto
Pra mulher não é ruim
O direito assegurado
Terá vitória assim.

Legalizar o aborto
É pura necessidade
A quarta causa de morte
É grande a insanidade
E descriminalizá-lo,
Deve ser prioridade.

Pois mulher quando faz
Um aborto mais seguro
Não pode ser criminosa
Está prevendo o futuro
De que o direito a vida
Não é viver em apuro.

Criminalizar mulheres
Por exercer o direito
De decidir sobre o corpo
Com o que lhe diz respeito
O crime é do Estado
Que não responde esse feito.

Garante a vida à mulher
Aborto legal, seguro
Se for feito clandestino
A vida terá um furo
Direito a saúde pública
Estado saia do muro.

Mulheres vão decidir
Sua sexualidade
Intervir nesse direito
É fazer grande maldade
Pois é dever do Estado,
Serviço de qualidade.

A campanha da igreja
Do governo, da direita
É muito reacionária
Fazendo total desfeita
O “Brasil sem o aborto”
A mulher não se respeita.

Meio milhão de mulheres
No mundo a cada ano
A cada dia quinhentas
Morrem ensopando pano
Com aborto clandestino
Mulheres vão pelo cano.

Em clínicas bem luxuosas
Ricas têm a liberdade
Respaldo psicológico
Conforto e tranquilidade
Pra trabalhadora e pobre
Resta a mortalidade.

Libertar nossas mulheres
Da mera reprodução
A classe trabalhadora
Escrava da produção
Será sempre oprimida
Se não levantar do chão.

Lutar contra os governos
E o inimigo de classe
Que alimenta a violência
Vivendo nesse impasse
Mulheres independentes
Não darão a outra face.

Mulher Em Luta buscando
A sua libertação
Marchando bem resolvidas
Buscando mais proteção
Querem já os seus direitos
Pra ter emancipação.

Violência trabalhista
Sofremos diariamente
É física, psicológica
Afetando a nossa mente
Na política, economia,
O ataque é evidente.

Os maltratos e abusos
Do sistema é violento
Cuidar da casa e família
É o seu maior tormento
Mulheres mais rebeladas
É o fim do sofrimento.

Só do machismo existir
Já expressa decadência
De um sistema malvisto
E onde a incompetência
De uma moral machista
Ferindo sua existência.

Movimento de mulheres
Com forte apelo classista
Marchando Mundialmente
Sem ter cunho governista
Contra governos tiranos
Virá onda feminista.

Mulher Em Luta é força
É guerra contra a opressão
Reunindo as oprimidas
Contra toda exploração
E que toda a mudança
Nasce da revolução.

O feminismo burguês
Banhado de reformista
Não terá a conseqüência
De barrar onda machista
Faz parte do capital
Oprime a perder a vista.

Nessa luta feminista
Existem várias matizes
A proletária e burguesa
Têm diferentes raízes
Mulheres trabalhadoras
No classismo são felizes.

Deve as mulheres unir-se
Com o proletariado
E somar as suas forças,
Pra o homem lutar do lado,
Machismo divide a classe
E oprime o explorado.

Mulher Em todas as Lutas
Resistindo à opressão
A conquista de direitos
Sempre foi pela ação
Reduzir fruto da luta
É pura submissão.

Mulher Em Luta na frente
O movimento classista
Não abre mão de direitos
De bandeira feminista
Unidas num ideal
Em busca de mais conquista.

Em uma luta classista,
E o movimento florindo
Mulheres e muitos homens
Unidos vão resistindo
No combate ao machismo
Alternativa surgindo.

Resgatando a tradição
Da mulher trabalhadora
Buscar o socialismo
É ação libertadora
Destruindo a opressão
Abaixo lei repressora!

Nossas mulheres em luta
Em uma mesma fileira
O socialismo combate
Todo tipo de cegueira
A opressão secular
Terá uma morte ligeira.

Libertação das mulheres
Bane a submissão
Em movimento de luta
Nessa longa construção
Independência de classe
Em prol da revolução.

Nada mais justo que tenha,
A data comemorada
Não deve ser só um dia.
Dessa luta tão pesada
O homem, mulher unidos
Por uma forte jornada.