quarta-feira, 13 de abril de 2011

CORDEL:O CAOS NA SAÚDE PÚBLICA



O CAOS NA SAÚDE PÚBLICA
Por Nando Poeta

Deveria ser normal
Se ter direito a saúde.
E toda a sociedade
Na sua magnitude.
Pudesse com igualdade
Alcançar a plenitude.

Mas a viril crueldade
Dos homens desse sistema.
Explora e segue esmagando
Causando grande problema.
Exclui o direito a vida
Com desigualdade extrema.

Na saúde elitizada
Se cura quem tem dinheiro.
Quem não tem as condições
Doença espalha ligeiro.
O rico com mais recursos
Se manda pro estrangeiro.

O pobre sujeito a tudo
Se trata em hospital.
Lotado, sem funcionários
Sem leito, passando mal.
Agrava a enfermidade
Chega a fase terminal.

A saúde no país
Vive num fogo cruzado.
Com a falta de recursos
Pra piorar, o Estado.
Quer doar o setor público
Ao rico setor privado.

O SUS quando veio a vida
Já trouxe muitos defeitos.
Não foi totalmente público
Com privado faz seus pleitos.
Recursos mal definidos
Que limitam os direitos.

O SUS não foi muito claro
Desde o seu nascimento.
Muito pouco destinou-se
Quanto ao financiamento.
Reservaram mixaria
Das verbas do orçamento.

Sempre muito ameaçado
Em cima da corda bamba.
Sujeito as traquinagens
A verba veloz descamba.
Termina tudo na pizza
Em nosso país do samba.

O SUS - o Sistema Único
De Saúde no Brasil.
Foi uma grande conquista
Nas lutas teve o perfil.
De um direito de todos
Contra um Estado hostil.

Hoje está definhando
Pouco a pouco destruído.
Os recursos da nação
Pelo poder corrompido.
Todo o financiamento
Pelo burguês engolido.

A saúde no Brasil
De cama, muito doente.
Na UTI internada
Num leito bem decadente.
Está em coma gravíssimo
Desse sistema carente.

Na vida hospitalar
Ausência de quase tudo.
Da gaze ao simples remédio
Do grosso ao mais miúdo.
Infecções de doenças
Pra defender falta escudo.

Não se tem equipamento
De higiene e segurança.
Deixa o funcionário
Na total insegurança.
A situação precária
Se leva a fazer lambança.

Os leitos hospitalares
Já estão superlotados.
Improvisam em corredores
Doentes amontoados.
Como se fossem produtos
Que não serão mais usados.

A saúde quer socorro
Denuncia o usuário.
A falta de esparadrapo
Já é costume diário.
A luva sumiu das mãos
Ver-se no noticiário.

O caos na saúde pública
Leva o sucateamento.
Usuário peregrina
Atrás do atendimento.
Enfrentando grandes filas
Piorando o sofrimento.

A condição de trabalho
É geralmente precária.
Serviço terceirizado
Gorjeta embrionária.
Contratação flexível
Uma longa carga horária.

E nessa situação
É imensa a gravidade.
Entra e sai os governos
Só fazem calamidade.
Prometem mundos e fundos
Mas é tudo falsidade.

As fundações estatais
É de direito privado.
O “OS” dos tucanos
O PT tem copiado.
Por isso querem vender
A saúde do Estado.

Não podemos encarar
Como uma mercadoria
Por ser a saúde pública
Da vida a primeira guia
Portanto privatizá-la
É grande patifaria.

O direito à saúde
Deve ser universal.
Um claro dever do Estado
E demais essencial.
A negação desse acesso
Se torna um crime letal.

Saúde sendo estatal
Gratuita e de qualidade.
Deve-se mudar os rumos
Dessa precariedade.
E para um SUS social
Contra a lucratividade.

O acesso universal
A todo medicamento.
Que o direito ao aborto
Tenha o seu tratamento.
E a quebra de patente
Seja sempre seu intento.

Do PIB o mínimo queremos
Seis por cento do total.
Para a saúde tornar-se
Saudável, sem nenhum mal.
Sendo um principio básico
De um direito social.

Que se faça investimento
Maciço na prevenção.
Um ponto fundamental
Em qualquer educação.
De se combater doenças
Com muita antecipação.

Para conquistar um SUS
Cem por cento estatal.
Precisa os trabalhadores
Usuários no geral
Organizar-se e lutarem
Pela saúde ideal.

De qualidade e pra todos
Com acesso a todo mundo
Que todo o atendimento
Seja feito num segundo.
Tirando a saúde pública
Desse coma tão profundo.

Sabemos que um sistema
De saúde democrático
Não pode ser garantido
Pelo um poder tão apático.
Por isso mobilizar
É ponto bem programático.

É possível exigir
Mais verba para a saúde,
Que com o dinheiro público
Se tenha logo atitude
De investir o necessário
Pra que o sistema mude.

Você tenha a consciência
Que na vida uma conquista.
É fruto de muita luta
Onde o povo é avalista.
Para o sonho se tornar
A realidade a vista.

Nosso Grupo de Trabalho(GT)
Aceitou o desafio
De organizar a luta
Pelo um SUS de maior brio
Pra que a saúde pública
Não fique só pelo um fio.

A CSP-CONLUTAS
Assumiu o compromisso.
De lutar pela saúde
Contra um governo omisso.
Construindo a resistência
Contra o poder submisso.

quinta-feira, 17 de março de 2011

OBAMA NO BRASIL


Barack Obama quer
Agora o tal do TECA
Já quer do Brasil fazer
Garantia de hipoteca
Quer deixar nosso país
Descalço e sem cueca.

Está de olho no petróleo
Na reserva do pré-sal.
Cuidado com essa fera
Que tem fome de chacal.
Engole os povos do mundo
Pra salvar seu capital.

Lá bem na Consolação
Na Avenida Paulista.
É sexta dia dezoito
A Praça é do Ciclista.
Diga não a o Obama
E a corja capitalista.

quarta-feira, 16 de março de 2011

14 DE MARÇO DIA NACIOANAL DA POESIA



14 de Março em Sampa.
O Dia Nacional da Poesia foi comemorado pelo Movimento Caravana do Cordel.
Com a presença de Cacá Lopes e Raifer levando sua música e poesia ao um público bem atento e os demais poetas(Jorge Beogran,Fábio Fernando e Maria Clara)declamando o seu universo poetico.
Ainda marcaram presença os poetas cordelistas Pedro Monteiro e Josué Golçalves.
No Coreto da Praça Antonio Prado bem no coração de São Paulo.
Foi uma chuva de música e poesia.

Nando Poeta declama seu cordel MULHERES EM LUTA recentemente lançado pela Editora Luzeiro.

Mulheres em movimento
Não aceitam exploração,
Reivindicam seus direitos,
Combatem toda opressão,
Entendem que a saída
É a mobilização.

Em busca de seu espaço
Ergueram sua bandeira
Pra votar e ser votada,
De ser, da família, herdeira.
Ir à escola, ao trabalho,
Na política ter carreira.

Para obter as conquistas
Travou-se muita batalha.
Por vezes verteu-se sangue,
Pelo corte da navalha,
Mas a sua força ativa
Derrubou muita muralha.

sábado, 12 de março de 2011

14 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA POESIA

Venha ao recital poético em homenagem ao Dia Nacional da Poesia.
Das 12h até as 14h.
No Coreto da Praça Antonio Prado
Das 12h até as 14h
No Centro de São Paulo vai chover poesia

Letras, palavras alimentam o texto. O acasalamento das letras forma o que se tem de mais belo, o poema.
A existência do poema nutre as mentes e corações, aliviando o ser muitas vezes embrutecido pelas crueldades rotineira da vida.
Não pode o homem, a mulher amar a liberdade, a justiça e não ser amante da arte poética, com certeza dentro de si, há bibliotecas inteiras de livros de poesias, que em momentos especiais, de suas bocas, muitas vezes das vozes roucas, soltam, declamam versos fragmentados que impulsionam o viver dos que precisam caminhar, trilhando longas e penosas estradas. Seja lutando ou buscando um amor.
Diante das crises capitalistas que caem como um fardo sobre as cabeças e ombros dos que produzem a riqueza da humanidade, a poesia surge como uma alavanca e diz: levanta-te força bruta, deixa o despertar invadir a tua mente, transformando em um ser consciente, em um sujeito histórico, que agora se guiara pela consciência da sua existência. “Trabalhador do mundo uniu-vos”
Bem que o dia da poesia poderia estar dedicado ao homem Karl Mark que colocou todas as suas energias em defesa dos explorados e oprimidos, já que foi no dia 14 de março, que ele partiu e nunca mais voltou, só sabemos de sua existência, por ter passado por essa morada, e deixado seu rastro, e muito bem escrito.
Um verdadeiro clamor em defesa da classe trabalhadora.
Os mélicos durante a ditadura pensavam que o dia era uma homenagem a Mark criador das ideias que alimentavam a luta pela libertação. Chegando a proibir as suas comemorações.
Mas, o dia 14 de março é dedicado a outro homem que nasceu nessa data, lá na fazenda Cabaceiras, Bahia, Brasil, também amante da liberdade e da justiça, que se indignou com a existência da escravidão, e que os seus poemas transformavam-se em navalha bem afiada, cortante, sangrando a carne, querendo o fim da escravidão. Poemas seus também eram lançados aos corações das amantes. Antonio Frederico de Castro Alves, ou simplesmente Castro Alves.
Hoje presenciando um mundo de crise, guerras, terremotos que devastam a natureza, jogando cada vez mais a humanidade para um beco sem saída.
Voltamos a fazer o chamado de Karl Mark “trabalhadores do mundo, uniu-vos” esse seria o poema da vez. Vamos acordar Mark, ele estar vivo.
Vamos embalar a bandeira de liberdade e justiça tantas vezes erguida por Castro Alves.
Queremos o14 de março. Dia Nacional da Poesia. Um dia que vamos às ruas panfletar poesias, soltando de nossas gargantas palavras que alimentem o grito de liberdade, estremecendo os pilares do podre poder.
Colocando em xeque as parafernálias da desordem burguesa.
Declamar, escrever poemas que reflitam e invadam a realidade em que vivemos e ajude a desnudá-la, abastecendo de novas energias nossos corações.
Viva o Dia Nacional da Poesia.

PROGRAMAÇÃO

12h00 Abertura-

12h30 Show Cacá Lopes – Declamando e Cantando
12h50 Recital de Nando Poeta – Mulheres em Luta (homenagem ao dia Internacional das Mulheres)
13h – Show Costa Senna – Cantando o universo do cordel
13h20 – Recital de Pedro Monteiro -
13h30 – Poetas convidados
13h50 – Recital de Varneci Nascimento – O Cordel levando ao riso
14h – Todos cantando a música da Caravana do Cordel
LEVE O SEU POEMA

quarta-feira, 9 de março de 2011



LEIA O CORDEL!
MULHERES EM LUTA é um cordel escrito por Nando Poeta lançado em março de 2009 pela Editora Luzeiro, tendo sua primeira edição esgotada.
Agora sai a sua segunda edição.
O cordel aborda a luta pela emancipação das mulheres em sua batalha histórica contra todo tipo de opressão.
Buscando justamente propagar a luta incansável das mulheres em toda parte do mundo.
Convidamos você a mergulhar nas informações contidas nesse texto renovado.
Adquira o seu.
1ª estrofe
Mulheres em movimento
Não aceitam exploração.
Reivindicam os direitos
Combatem toda opressão.
Entendendo que a saída
É a mobilização.

E as cento e vinte e nove
Mulheres da tecelagem
Decididas, corajosas,
Mostraram garra e coragem,
Morreram carbonizadas,
Numa ação muito selvagem.

Os homens e as mulheres
Buscam se emanciparem
No combate ao machismo
Jamais podem fraquejarem
E pelo socialismo,
Precisarão avançarem.

Do Cordel Mulheres em Luta – 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cordel do Aumento das passagens

Por Nando Poeta

No país do carnaval
Dizem reinar harmonia.
Deputado tem aumento
E o Mínimo tem mixaria.
Enquanto que os mais ricos
Faz toda trapaçaria.

Por nosso Brasil afora
O aumento da passagem
Foi um grande estopim
Contra forte ladroagem
Os lucros que sobem muito
Na mais pura sacanagem.

As tarifas em São Paulo
Do transporte da cidade
Sobe mais que o salário
Não garante a qualidade
Ao contrário só piora
É essa a realidade.

Foi bem no mês de janeiro
No meio das grandes enchentes
Que o Prefeito Kassab
Abocanhou com seus dentes.
Autorizando o aumento
Pra seus amigos indecentes.

Para impor a traquinagem
Até usou violência.
As balas ,gás de pimenta
Com a maior virulência.
Cassetetes,pontapés
Pra isso tem competência.

Mas o nosso movimento
Ergueu-se com a energia.
Levando as praças e as ruas
O ódio a burguesia.
Que lucra, esmagando o povo
A noite e a luz do dia.

CPTM e ônibus
O Metrô superlotado.
É gente feito sardinha
Andando bem enlatado.
Com a corja de empresários
Que ganha desembestado.

O transporte coletivo
Na mão tá do tubarão.
E que pelo o poder público
Tem direito a concessão.
Enquanto for desse jeito
Só perde a população.

Alckmim,Kassab querem
Transporte privatizado.
Com a PPP do Metrô
Ligeiro agilizado.
Desvio o dinheiro publico
Pelo patrão embolsado.

Contra o aumento abusivo
Na frente tem juventude.
Chamando o trabalhador
A ter também atitude
De engrossar essa luta
Pra que se tenha a virtude.

Queremos o Passe-livre
Para todos estudantes.
E que os desempregados
Que também são caminhantes
Se garanta esses direitos
Pra esses povos gigantes.

É hora de revogar
Esse truculento aumento.
Fortalecendo a bandeira
Desse nosso movimento.
E que o povo unido
Consegue o cancelamento.