ASSEDIO MORAL É CRIME
Política neoliberal
Fomenta autoritarismo
Aumenta a exploração
Planta individualismo
Nas relações de trabalho
Surge construindo abismo.
Quem é vítima do assédio
Seja física e mentalmente
No lugar onde trabalha
Sofrendo diariamente.
A vida profissional,
Abate-se gravemente.
Todo o assédio moral
Tem conduta abusiva
As palavras e os gestos
De forma repetitiva
Rebaixa funcionários
De maneira agressiva.
A violência moral
Provoca degradação
E onde a pessoa trabalha
Passa a não ter união
Os chefes são premiados
Por bajularem o patrão.
O sujeito agressor
Só quer ser admirado
Invejoso e arrogante
Traiçoeiro e malcriado
Impõe as ordens que quer
Pra se aceitar calado.
Durante toda jornada
De trabalho estafante
Os chefes autoritários
Com voz de alto-falante
Humilham, gritam e xingam
Da forma mais irritante.
Com o assédio moral
Chefe tende a humilhar
Ofende, pune e berra
Quem vive a trabalhar
Demissão ou remoção
Usam-se pra castigar.
Acarreta prejuízos
Práticos e emocionais
Quando as cobranças dos chefes
Não deixam ninguém em paz
É ridicularizado
Pra se sentir incapaz.
Durante o seu trabalho
Tem relação desumana,
Imposta por um chefete
Sem ter nada de bacana
Desagrega funcionário
Da maneira mais tirana.
A prática de um assédio
Traz dano sério a pessoa
Doenças pra todo lado
Não é coisa muito boa
Os seus efeitos danosos
Não dar pra ficar atoa.
A pessoa escolhida
É sempre chantageada
E diante dos colegas
Fica desacreditada
E do convívio grupal
Totalmente escanteada.
Do grupo muito isolada
A vítima é excluída
Passa ser hostilizada
E interferir na vida
Sempre desprestigiada
Quando é a preterida.
Os distúrbios digestivos
O cansaço exagerado
Insônia ou sonolência
Palpitações lado-a-lado
Tremores e depressão
É quadro bem complicado.
São diversas as doenças
Trazendo o seu sintoma
Angústia, crise de choro,
Remédio muito se toma
E o sentimento de culpa
Ao suicídio se soma.
Pois o assédio moral
Gera o adoecimento
Ansiedade e estresse
E mais aborrecimento
E no local de trabalho
Surge o constrangimento.
O Assédio Moral está
Presente no dia-a-dia
Produz uma violência
Gente fica em agonia
Isolamento e tristeza
Passa a ser uma mania.
O assédio virá por
Idade e religião.
Por ser negro ou mulher
Sexo, outra orientação
E pra limitação física
Por certo não há perdão.
Lutar contra o assédio
Lá dentro do seu trabalho
Deve ser luta assumida
Sem fazer nenhum atalho
Trabalhador que se preza
Não aceita o ato falho.
O assédio é exercido
Por chefe autoritário
Pois suas intervenções
São de cunho arbitrário
Machucando muita gente
Em ambiente diário.
Quem é vítima desse crime
É perfeccionista
Não falta ao seu trabalho
Na luta é ativista
Combatendo o assédio
Você nessa luta insista.
Diversos trabalhadores
Sofrem assédio moral
Sobretudo a mulher
Que é alvo principal
Atacadas duramente
De forma tão imoral.
No capital e trabalho
Relações são embutidas
O mal-uso do poder
Que humilha nossas vidas
Essas posturas tiranas
Terão que ser combatidas.
Consequências do assédio:
Destrói-se a auto-estima
A dignidade humana
A coisa que mais se prima
Corroendo as relações
Vindo de baixo pra cima.
Metas que são impossíveis
Exigidas de antemão
E se não forem cumpridas
Perderá mais posição
Ficam, pois muito mal-vista
Por colegas e patrão.
Denunciar e punir
Todos assediadores
Que humilham e até xingam
Grupos de trabalhadores
Comprovar fato e dano
Combater exploradores.
Excluir trabalhador
E fazer dele chacota
Negar as informações
Reduzindo a sua cota,
Desviar de sua função
E lhe dar zero de nota.
Malditos são muitos chefes
Que só sabem ver defeito
Tratando com grosseria
Faltando com o respeito
Cometendo injustiça
Com quem trabalha direito.
O assédio é vertical
Feito por superior
Já quando horizontal
Por colega do setor
Aumenta a competição
Pra gosto do agressor.
A violência moral
Às vezes é coletiva
Da prática autoritária
Do chefe que é abusiva
Combatê-la em campanha
Ampla, geral e massiva.
Reagir contra o assédio
Pra dá visibilidade
Juntando-se ao colega
Derrubando a maldade
E registrar por escrito
O que é atrocidade.
Com política de saúde
Sindicato e ativista
Unidos nesse combate
Nunca ficar pessimista
Que iremos conseguir
Tirar esse mal da lista.
Combata sempre assédio
Juntando as evidências
Procure as testemunhas
Que viram as ocorrências
E cobre do sindicato
Pra fazer as diligências.
Rompa já com o silêncio
Ao abuso do poder
Trabalhador e usuário
Unidos podem vencer
Esse mal que continua
Fazendo gente sofrer.
Caso ocorra o assédio,
Tome logo providência:
Convoque o sindicato
Fazendo tomar ciência,
Que alguém no seu trabalho
Tem torrado a paciência.
Não fique jamais calado
Procure o sindicato
Posturas autoritárias
Denuncie de imediato
Enfrente com toda força
Toda prática do maltrato.
Já existem várias leis
Que prevêem a punição
Estimulando até multas
Chegando a suspensão,
E a depender da frequência
Chefe vai à demissão!
Pra combater o assédio
Supera primeiro o medo
Depois rompe o silêncio
Antes tarde, melhor cedo!
De todo autoritarismo
Pra ninguém faça segredo.
O patrão pra sua ordem
Quer sempre o sim senhor
Não aceita que ativista
Seja um questionador
Denuncie já as mazelas
Feitas por um agressor.
Ativista sindical
Nunca pode se curvar
As ordens de seu patrão
Quando vem pra machucar
Ajudar os seus colegas
Pra assédio enfrentar.
Sindicato com a base
Derruba o tal do assédio
Unidos nesse combate
Será o melhor remédio
Construindo a fortaleza
Pra sairmos desse tédio.
Mandar calar-se na hora
Tolher sua opinião
Atuar com menosprezo
Gritar com o vozeirão
Oprimir trabalhador
Quando critica o patrão.
No local de seu trabalho
Se organize pra lutar
Não aceite desaforo
De quem faz ameaçar
Vencer o medo faz parte
Pra o assédio derrubar.
A melhor resposta é,
Ter boa organização
Buscar a todo o momento
A plena informação
Também se preciso for
Fazer mobilização.
Chega de humilhação
Assédio moral é crime
Não baixe a sua cabeça
Levante a bola do time
Com solidariedade
Enfrente que lhe oprime.
Não tenha nenhum receio
Ataque o que te faz mal
No tal do assédio moral
Destrave dentro do meio
O joio que dentro veio
Partindo a nossa união
O combate é solução
E pra isso, é preciso
Trazer de volta o sorriso
Ao rosto do nosso irmão.
terça-feira, 20 de julho de 2010
1º DE MAIO
1º DE MAIO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DOS TRABALHADORES
Nosso Primeiro de Maio
Homenageia a memória
Dos Mártires lá de Chicago
Que nos encheram de glória
Por lutar por mais direitos,
Fazendo parte da história.
Foi nos Estados Unidos
Na cidade de Chicago
Um pólo industrial
Onde máquina faz estrago
Extraindo do operário
O trabalho nunca pago.
Doze horas no trabalho
Era a jornada diária
A condição no emprego
Extremamente precária;
Na pobreza e na miséria
Vivia a classe operária.
Trabalhadores forçados,
A uma longa jornada.
Patrão sugava o sangue,
A sua força explorada
Capitalismo usurpando
Terra, trabalho, morada.
Tudo que é produzido
Cai no bolso do patrão
Pois a força de trabalho,
Baixa remuneração
Miséria e desemprego
É barbárie de montão.
Foi no século dezenove (1886)
No ano de oitenta e seis
Bem forte a greve geral,
Explode mais uma vez
Operários vão à cena
Foi maio escolhido o mês.
Os operários cansados
Da superexploração
Travaram dura batalha
Juntos foram para ação
Da jornada de trabalho
Desejavam redução.
Os patrões sempre sugaram
Extraindo a mais-valia
Salários são rebaixados
Como aposentadoria,
O descanso semanal
Chega a ser uma ironia.
Só oito horas por dia
Seria o suficiente
Por isso vão para as ruas
De forma bem consistente
Convictos de seu direito
Na luta seguiram em frente.
Diante de uma fábrica,
A polícia disparou.
Cinquenta foram os feridos
E meia dúzia tombou
Entre guardas repressores
Uma bomba estourou.
Soldados atordoados
Bala em manifestantes
Espancar, pisotear
Trabalhador, estudantes
Centenas morreram logo
Do lado dos caminhantes.
Com repressão da polícia,
Mortes, prisões e feridos
O sangue foi espalhado
Muitos gritos e gemidos
Trabalhadores tombaram
Com morte foram punidos.
Acusaram lutadores
Por ter matado soldado
Criminalizando a luta
Atacando um único lado
Impuseram à caça as bruxas
Usando a força do Estado.
Afirmaram que a polícia
Teve baixa em sua tropa
Colocam culpa na luta
Querendo cortar a copa
Justificaram o massacre
E as ruas o sangue ensopa.
A imprensa dessa época
Já era reacionária
Incentivou repressão
A toda classe operária
Encobrindo os ataques
Da polícia ordinária.
Chicago Times afirma
Que a saída é a prisão
E o trabalho forçado
Até última geração
Para questão social
É a única solução.
O New York Tribune
Defendia a força bruta,
Xingava o trabalhador,
Ameaçando sua luta
Estimula a repressão
Em cima de quem labuta.
O Massacre de Chicago
Sempre forte na lembrança
Simbolizando a luta
De quem tem a esperança
De que o Socialismo
Virá pra trazer bonança.
Como Mártires de Chicago,
Ficaram assim conhecidos,
No seu exemplo de luta
Jamais serão esquecidos
O seu caminho trilhado
São passos pra ser seguidos.
A frente dessa batalha
Oito foram condenados
Lutadores por justiça
Alguns até enforcados
A chama da grande luta
Acendeu com os executados.
Parsons, Engel e Fischer
Líderes desse movimento
Mais o Lingg e o Spies
Passaram por sofrimento
Deles, quatro foram à forca
Por um falso julgamento.
Fieldem e Schwab tiveram
Pena máxima na prisão
Neeb por quinze anos
Condenado a detenção
Processos foram forjados
Tudo invenção do patrão.
Cantando a sua luta
Naquele forte momento
Esses quatro firmemente
Mantiveram o firmamento
De que a luta operária
Vencerá o sofrimento.
Parsons faz o discurso,
Em prol do trabalhador:
“A farsa da patronal
Traz o sofrimento e dor
Que as forças sociais
Combatam o explorador.”
Diz que a propriedade
É privilégio de poucos
Com produto do trabalho
Burgueses ficam tão loucos
Fechados na fortaleza
Eles não ouvem, são moucos.
Spies em sua defesa
Falou no enforcamento
“Vocês pensam em destruir
Operário e o movimento
Apagaram uma faísca,
Segue o fogo em crescimento.”
“Estrangulam-nos agora,
Mas virá logo a sentença.
No poder do operário”
Jogamos a nossa crença
Na luta e no movimento
Queremos que o povo vença.
O Lingg suicidou-se
Não aguentou a pressão
Mais uns seis anos depois
Tudo teve anulação
E os três sobreviventes
Foram soltos da prisão.
As origens do Primeiro
De Maio teve o sangue
Derramando pelas ruas
Por burguês e sua gangue
Atiraram em todo mundo
Parecia um bang-bang.
Socialistas em Paris
Aprovaram no seu plano
Junto a Federação
Do Trabalho Americano
Que o Primeiro de Maio
Se celebre a cada ano.
O movimento operário,
É na luta pioneiro.
Celebra já do início
De Maio, o dia primeiro
Apresentando bandeiras
Ao povo do mundo inteiro.
No Brasil toda essa luta
Teve um eco profundo
Os lutadores daqui
Juntaram-se aos do mundo
Construíram forte ato
Contra o capital imundo.
Curitiba, POA, Santos,
São Paulo, Rio de Janeiro
Em todas essas cidades
Foi quem fizeram primeiro
A essa luta somou-se
O lutador brasileiro.
Daí Primeiro de Maio
É o dia de protesto
Em todo nosso planeta
A luta é o manifesto
Trabalhadores do mundo
É gente, não é o resto.
Dia Primeiro de Maio
É o símbolo de combate
Guerra a todos senhores
Para nunca dá empate
Derrotar suas políticas,
Pra que nunca mais nos mate.
Primeiro de Maio é
Feriado nacional
A burguesia propõe
Pra ser data oficial
Transformando esse dia
De festa com patronal.
Festa, sorteio e show
É o ato governista
Movimento independente
Deve ter ato classista
Marchando por todo mundo
É internacionalista.
Todas as centrais pelegas
CUT, FORÇA SINDICAL
Fazem suas megafestas
Com verba da patronal
Patrocínio de governos
Para o ato oficial.
Todo Primeiro de Maio
Dia do trabalhador
Todos devem ir às ruas
Pra mostrar o seu valor
Conquistando mais direitos,
Enfrentando o opressor.
Nesse Primeiro de Maio
Os operários franceses
Os afros e brasileiros
Unidos aos camponeses
Reafirmando a luta
Como se fossem ingleses.
Trabalhadores uni-vos
Os que estão imigrantes
Sem registro em carteiras
No mundo são uns andantes
Os que trabalham efetivos
Lutando estão confiantes.
Oito horas de trabalho
Oito de lazer, estudo.
São mais oito para o sono
Porque o descanso é tudo
Não é sonho essa jornada
Quero grande e não miúdo.
Ao longo de nossas lutas
Companheiros sucumbiram
Já tivemos muitas baixas
Muitos colegas partiram
Homenagear a todos
Pra luta que garantiram.
O Capitalismo em crise
Vai sugar do operário
Construir Socialismo
Não caia no imaginário
Construa esse caminho
Para um mundo igualitário.
A marca do movimento
Para a mobilização
É denunciar ataques
Os cortes, a demissão
Bandeira socialista
Virá com revolução.
É o Primeiro de Maio
Que em todo o planeta
Trabalhadores unidos
Escreve com sua caneta
E com a tinta da luta
Derruba patrão e treta.
O Vladimir Maiakovski
Falou “sou um camponês;
Sou operário, sou ferro,
O mês de Maio é o mês”
É dia de luto e luta
Nossa voz e nossa vez.
Todos “unidos, façamos”
E “nesta luta final”
Em “uma terra sem amos”
“A internacional” *
Que esse hino operário
Cantemos como um jogral.
Nesse belo mês de Maio
A chama da luta é forte
Não aceitamos a morte
Diante dessa não caio
Operário nem que o raio
Parta rachando a cabeça
O burguês que se esqueça
E saiba que a vitória
Trará mudança à história
Até que opressor emudeça.
Notas:
* Estrofe da “A Internacional” hino dos trabalhadores do mundo inteiro.
- Letra do Operário poeta francês – Eugene Pottier (1816-1887) e música do operário belga Pierre Degeyter (1848-1932).
POA – Porta Alegre – capital do Rio Grande do Sul.
Capa – Arte de cartaz em comemoração ao 1º de Maio no início do século XX.
Arte finalizador – Vinícius Soares
FICHA TÉCNICA
NOME – 1º DE MAIO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DOS TRABALHADORES
TEMA – Classe Trabalhadora
AUTOR – Nando Poeta
LOCAL – São Paulo – DATA – Abril de 2009
ESTROFES – 48 de seis versos (sextilhas)
ESQUEMA DE RIMAS – x a x a x a
OBSERVAÇÃO – As letras repetidas (a) indicam os versos que rimam entre si; indicam-se com o X os versos que não rimam com nenhum outro.
FINAL – Estrofe em acróstico NANDOPOETA em décima de sete sílabas.
Nosso Primeiro de Maio
Homenageia a memória
Dos Mártires lá de Chicago
Que nos encheram de glória
Por lutar por mais direitos,
Fazendo parte da história.
Foi nos Estados Unidos
Na cidade de Chicago
Um pólo industrial
Onde máquina faz estrago
Extraindo do operário
O trabalho nunca pago.
Doze horas no trabalho
Era a jornada diária
A condição no emprego
Extremamente precária;
Na pobreza e na miséria
Vivia a classe operária.
Trabalhadores forçados,
A uma longa jornada.
Patrão sugava o sangue,
A sua força explorada
Capitalismo usurpando
Terra, trabalho, morada.
Tudo que é produzido
Cai no bolso do patrão
Pois a força de trabalho,
Baixa remuneração
Miséria e desemprego
É barbárie de montão.
Foi no século dezenove (1886)
No ano de oitenta e seis
Bem forte a greve geral,
Explode mais uma vez
Operários vão à cena
Foi maio escolhido o mês.
Os operários cansados
Da superexploração
Travaram dura batalha
Juntos foram para ação
Da jornada de trabalho
Desejavam redução.
Os patrões sempre sugaram
Extraindo a mais-valia
Salários são rebaixados
Como aposentadoria,
O descanso semanal
Chega a ser uma ironia.
Só oito horas por dia
Seria o suficiente
Por isso vão para as ruas
De forma bem consistente
Convictos de seu direito
Na luta seguiram em frente.
Diante de uma fábrica,
A polícia disparou.
Cinquenta foram os feridos
E meia dúzia tombou
Entre guardas repressores
Uma bomba estourou.
Soldados atordoados
Bala em manifestantes
Espancar, pisotear
Trabalhador, estudantes
Centenas morreram logo
Do lado dos caminhantes.
Com repressão da polícia,
Mortes, prisões e feridos
O sangue foi espalhado
Muitos gritos e gemidos
Trabalhadores tombaram
Com morte foram punidos.
Acusaram lutadores
Por ter matado soldado
Criminalizando a luta
Atacando um único lado
Impuseram à caça as bruxas
Usando a força do Estado.
Afirmaram que a polícia
Teve baixa em sua tropa
Colocam culpa na luta
Querendo cortar a copa
Justificaram o massacre
E as ruas o sangue ensopa.
A imprensa dessa época
Já era reacionária
Incentivou repressão
A toda classe operária
Encobrindo os ataques
Da polícia ordinária.
Chicago Times afirma
Que a saída é a prisão
E o trabalho forçado
Até última geração
Para questão social
É a única solução.
O New York Tribune
Defendia a força bruta,
Xingava o trabalhador,
Ameaçando sua luta
Estimula a repressão
Em cima de quem labuta.
O Massacre de Chicago
Sempre forte na lembrança
Simbolizando a luta
De quem tem a esperança
De que o Socialismo
Virá pra trazer bonança.
Como Mártires de Chicago,
Ficaram assim conhecidos,
No seu exemplo de luta
Jamais serão esquecidos
O seu caminho trilhado
São passos pra ser seguidos.
A frente dessa batalha
Oito foram condenados
Lutadores por justiça
Alguns até enforcados
A chama da grande luta
Acendeu com os executados.
Parsons, Engel e Fischer
Líderes desse movimento
Mais o Lingg e o Spies
Passaram por sofrimento
Deles, quatro foram à forca
Por um falso julgamento.
Fieldem e Schwab tiveram
Pena máxima na prisão
Neeb por quinze anos
Condenado a detenção
Processos foram forjados
Tudo invenção do patrão.
Cantando a sua luta
Naquele forte momento
Esses quatro firmemente
Mantiveram o firmamento
De que a luta operária
Vencerá o sofrimento.
Parsons faz o discurso,
Em prol do trabalhador:
“A farsa da patronal
Traz o sofrimento e dor
Que as forças sociais
Combatam o explorador.”
Diz que a propriedade
É privilégio de poucos
Com produto do trabalho
Burgueses ficam tão loucos
Fechados na fortaleza
Eles não ouvem, são moucos.
Spies em sua defesa
Falou no enforcamento
“Vocês pensam em destruir
Operário e o movimento
Apagaram uma faísca,
Segue o fogo em crescimento.”
“Estrangulam-nos agora,
Mas virá logo a sentença.
No poder do operário”
Jogamos a nossa crença
Na luta e no movimento
Queremos que o povo vença.
O Lingg suicidou-se
Não aguentou a pressão
Mais uns seis anos depois
Tudo teve anulação
E os três sobreviventes
Foram soltos da prisão.
As origens do Primeiro
De Maio teve o sangue
Derramando pelas ruas
Por burguês e sua gangue
Atiraram em todo mundo
Parecia um bang-bang.
Socialistas em Paris
Aprovaram no seu plano
Junto a Federação
Do Trabalho Americano
Que o Primeiro de Maio
Se celebre a cada ano.
O movimento operário,
É na luta pioneiro.
Celebra já do início
De Maio, o dia primeiro
Apresentando bandeiras
Ao povo do mundo inteiro.
No Brasil toda essa luta
Teve um eco profundo
Os lutadores daqui
Juntaram-se aos do mundo
Construíram forte ato
Contra o capital imundo.
Curitiba, POA, Santos,
São Paulo, Rio de Janeiro
Em todas essas cidades
Foi quem fizeram primeiro
A essa luta somou-se
O lutador brasileiro.
Daí Primeiro de Maio
É o dia de protesto
Em todo nosso planeta
A luta é o manifesto
Trabalhadores do mundo
É gente, não é o resto.
Dia Primeiro de Maio
É o símbolo de combate
Guerra a todos senhores
Para nunca dá empate
Derrotar suas políticas,
Pra que nunca mais nos mate.
Primeiro de Maio é
Feriado nacional
A burguesia propõe
Pra ser data oficial
Transformando esse dia
De festa com patronal.
Festa, sorteio e show
É o ato governista
Movimento independente
Deve ter ato classista
Marchando por todo mundo
É internacionalista.
Todas as centrais pelegas
CUT, FORÇA SINDICAL
Fazem suas megafestas
Com verba da patronal
Patrocínio de governos
Para o ato oficial.
Todo Primeiro de Maio
Dia do trabalhador
Todos devem ir às ruas
Pra mostrar o seu valor
Conquistando mais direitos,
Enfrentando o opressor.
Nesse Primeiro de Maio
Os operários franceses
Os afros e brasileiros
Unidos aos camponeses
Reafirmando a luta
Como se fossem ingleses.
Trabalhadores uni-vos
Os que estão imigrantes
Sem registro em carteiras
No mundo são uns andantes
Os que trabalham efetivos
Lutando estão confiantes.
Oito horas de trabalho
Oito de lazer, estudo.
São mais oito para o sono
Porque o descanso é tudo
Não é sonho essa jornada
Quero grande e não miúdo.
Ao longo de nossas lutas
Companheiros sucumbiram
Já tivemos muitas baixas
Muitos colegas partiram
Homenagear a todos
Pra luta que garantiram.
O Capitalismo em crise
Vai sugar do operário
Construir Socialismo
Não caia no imaginário
Construa esse caminho
Para um mundo igualitário.
A marca do movimento
Para a mobilização
É denunciar ataques
Os cortes, a demissão
Bandeira socialista
Virá com revolução.
É o Primeiro de Maio
Que em todo o planeta
Trabalhadores unidos
Escreve com sua caneta
E com a tinta da luta
Derruba patrão e treta.
O Vladimir Maiakovski
Falou “sou um camponês;
Sou operário, sou ferro,
O mês de Maio é o mês”
É dia de luto e luta
Nossa voz e nossa vez.
Todos “unidos, façamos”
E “nesta luta final”
Em “uma terra sem amos”
“A internacional” *
Que esse hino operário
Cantemos como um jogral.
Nesse belo mês de Maio
A chama da luta é forte
Não aceitamos a morte
Diante dessa não caio
Operário nem que o raio
Parta rachando a cabeça
O burguês que se esqueça
E saiba que a vitória
Trará mudança à história
Até que opressor emudeça.
Notas:
* Estrofe da “A Internacional” hino dos trabalhadores do mundo inteiro.
- Letra do Operário poeta francês – Eugene Pottier (1816-1887) e música do operário belga Pierre Degeyter (1848-1932).
POA – Porta Alegre – capital do Rio Grande do Sul.
Capa – Arte de cartaz em comemoração ao 1º de Maio no início do século XX.
Arte finalizador – Vinícius Soares
FICHA TÉCNICA
NOME – 1º DE MAIO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DOS TRABALHADORES
TEMA – Classe Trabalhadora
AUTOR – Nando Poeta
LOCAL – São Paulo – DATA – Abril de 2009
ESTROFES – 48 de seis versos (sextilhas)
ESQUEMA DE RIMAS – x a x a x a
OBSERVAÇÃO – As letras repetidas (a) indicam os versos que rimam entre si; indicam-se com o X os versos que não rimam com nenhum outro.
FINAL – Estrofe em acróstico NANDOPOETA em décima de sete sílabas.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
PAIXÕES

PAIXÕES(fragmentos)
Por Nando Poeta
O teu amor é picante
Me deixa enamorado
Ficando embriagado
Nos braços de minha amante
Em movimento chocante
Descubro um belo encanto
Embalo vai ao teu canto
Explode meu coração
Livrando vai da prisão
Chegando ao acalanto.
No rosto sempre um sorriso
Nos lábios o doce mel
Mistura de coquetel
Que leva ao paraíso
Beijando esse é o aviso
Da sua linda ternura
O toque vai sem censura
Na pele fina macia
No corpo muita energia
De uma paixão tão pura.
Meus olhos miram o querer,
Carregados de carinho
Que pede abrigo em seu ninho
Derretendo de prazer
Peço pra te conhecer
Pra beber desse veneno
Que não mata, e é sereno
É alimento, é festejo
Aos teus braços eu almejo
Chegar a um amor tão pleno.
Forte paixão que em chamas
Mergulha bem lá no fundo
Rondando virando o mundo
Espalham na terra as ramas
Brotando o amor que inflamas
Aumenta o fogo ardente
Que queimando vai à gente
Subindo a temperatura
Derrete-se nessa mistura
Em uma força fluente.
BRUNO AGARROU O CRIME

Num jogo tão perigoso
Bruno veste a camisa
Mata a namorada Eliza
E vira um criminoso
No xadrez vai ter o gozo
E o seu maquiavelismo
Misturado ao machismo
Pagará um preço alto
Goleiro dá ultimo salto
Mergulhando pra o abismo.
Bruno agarrou o crime
Perdendo sua torcida
A fama fica esquecida
A prisão agora é time
E dentro desse regime
E no gol da crueldade
A quadrilha da maldade
Jogará seu bate-bola
Na mão agora pistola
Juiz dá penalidade.
O machismo chega ao ponto
De um crime tão cruel
Horrendo, soltando o fel
O Bruno é desaponto
Hoje na vida está tonto
Sucesso de jogador
Na manchete é matador
No caminho foi um errante
Do Flamengo ex-comandante
Da vida um destruidor.
O Bruno é número um
Do Esporte Clube Machista
É um Capitão sadista
Nele o ódio é comum
E sem direito nenhum
Agora vai pra o castigo
A cadeia é seu abrigo
Jogará seu futebol
Sem a presença do sol
Junto de Bola, o amigo.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
DEU NA IMPRENSA
Nando Poeta lança folhetos na Casa do Cordel
Infância Urgente
Blog do Mendigo
Terra Magazine
Blog Inspire
Tribuna Escrita
PSTU lança cordel para divulgar candidatura de Simone Dutra ao Governo do RN
Cordel sobre as mulheres é lançado pelo Nando Poeta
Nando Poeta lança a arte de lutar
Poetas lançam o Cordel "A História das Copas"
Assédio Moral é Crime no Blog da Rossana
Serrando os direitos Viomundo - O que você não vê na mídia
Nando Poeta lança Cordel sobre o 1º de MAIO
Infância Urgente
Blog do Mendigo
Terra Magazine
Blog Inspire
Tribuna Escrita
PSTU lança cordel para divulgar candidatura de Simone Dutra ao Governo do RN
Cordel sobre as mulheres é lançado pelo Nando Poeta
Nando Poeta lança a arte de lutar
Poetas lançam o Cordel "A História das Copas"
Assédio Moral é Crime no Blog da Rossana
Serrando os direitos Viomundo - O que você não vê na mídia
Nando Poeta lança Cordel sobre o 1º de MAIO
CARAVANA DO CORDEL

CARAVANA DO CORDEL DE AGOSTO DE 2010


A Caravana do Cordel é um projeto coletivo, construído por poetas populares nordestinos radicados em São Paulo. A Caravana busca reforçar o valor itinerante da poesia popular em suas múltiplas manifestações. Integram o movimento cordelistas, repentistas, xilógrafos, músicos, pesquisadores e entusiastas da poesia popular.

A Caravana do Cordel, através da Editora Luzeiro, lançou seu primeiro trabalho coletivo contando a HISTÓRIA DAS 18 COPAS DO MUNDO, narrada por um time de 18 poetas.

COPAS X POETAS
1930 – Cícero Pedro de Assis
1934 – Cleusa Santo
1938 – Pedro Monteiro
1950 – Varneci Nascimento
1954 – Aldy Carvalho
1958 – Carlos Alberto Fernandes da Silva
1962 - Costa Senna
1966 - Moreira de Acopiara
1970 – Benedita Delazari
1974 – Aderaldo Luciano
1978 – Nando Poeta
1982 – Josué Gonçalves Araujo
1986 – João Gomes de Sá
1990 - Dé Pageú
1994 – Sebastião Marinho
1998 – Cacá Lopes
2002 – Marco Haurélio
2006 – Luiz Wilson
O trabalho ficou primoroso e agora com uma novidade, o cordel de 32 páginas com ISBN, é um verdadeiro livro, podendo ser consultado em qualquer parte do mundo, após ser feito o depósito legal. Este trabalho é resultante do time de poetas que se empenhou para fazê-lo e que está um primor, tudo sob a organização de Nando Poeta, o pai da idéia. A capa está simplesmente linda feito pelo André Mantoano, um jovem talento que tem se revelado um exímio capista.
Veja as primeiras estrofes do cordel:
O futebol pelo mundo
É uma forte paixão.
E sua Copa do Mundo
É momento de emoção,
Completam-se oitenta anos
Da sua realização.
Cada lance de uma Copa
Faz o torcedor vibrar.
Quando a sua seleção
Entra em campo pra jogar.
Seus craques, gols ou fracassos,
Fazem sorrir e chorar.
Por isso nossos poetas
Tentaram fazer a obra
Todos atletas da rima
Com poesia de sobra
Fazendo na arte do verso
Olé, gingado e manobra.
Cada um fez um resumo
No trabalho de gigante.
Caravana do Cordel,
Um movimento importante,
Mostra ao mundo do esporte
Que o cordel é atuante.
Revela que o futebol
Além de ter ginga pura,
De drible, de goleada,
De disputa e de bravura,
É possível ir do gramado
Para o campo da leitura.
CARAVANA DO CORDEL - FEVEREIRO DE 2010



CARAVANA DO CORDEL - DEZEMBRO DE 2009


CARAVANA DO CORDEL - NOVEMBRO DE 2009



CARAVANA DO CORDEL - AGOSTO DE 2009



CARAVANA DO CORDEL - JULHO DE 2009


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