sábado, 25 de março de 2017

video
A ESTAÇÃO DO CORDEL foi inaugurada!
Lá você vai encontrar exposições, galeria de fotos, livraria, com uma diversidade de cordéis e livros que abordam o mundo do cordel, também teremos camisas com versos e imagens retratando o cordel brasileiro.
Teremos momentos de estudos, palestras, debates e muito bate papo sobre a saga cordeliana.
O local estará no coração do centro histórico da cidade de Natal e funcionará como um espaço de convivência para que o público aproveite o mundo cordeliano.
Não deixe de comparecer!
Rua João Pessoa,58 – Praça Padre João Maria – Cidade Alta – Natal-RN.

Aberta de Segunda a sábado a partir das 9 horas até às 17h.
video
A ESTAÇÃO DO CORDEL foi inaugurada!
Lá você vai encontrar exposições, galeria de fotos, livraria, com uma diversidade de cordéis e livros que abordam o mundo do cordel, também teremos camisas com versos e imagens retratando o cordel brasileiro.
Teremos momentos de estudos, palestras, debates e muito bate papo sobre a saga cordeliana.
O local estará no coração do centro histórico da cidade de Natal e funcionará como um espaço de convivência para que o público aproveite o mundo cordeliano.
Não deixe de comparecer!
Rua João Pessoa,58 – Praça Padre João Maria – Cidade Alta

Aberta de Segunda a sábado a partir das 9 horas até às 17h.

terça-feira, 29 de novembro de 2016



Por Aderaldo Luciano
Há tempos o Cordel Brasileiro está necessitando de um encontro nacional que possa determinar os rumos da arte no Brasil. Uma prévia desse encontro pode-se testemunhar em Natal durante os dias 16 a 19 de novembro. A coragem e a abnegação dos organizadores foram suficientes para realizar uma festa literária com recursos oriundos de pessoas e entidades apologistas e engajadas nas lides culturais brasileiras.
Saindo de Pitangui, do aconchego e do abraço de Seu Manoel, rumei para Natal no dia 16 para, com José Acaci e Marciano Medeiros, poetas e empreendedores culturais, abrir o Círculo Natalense de Cordel. O tema O Cordel e a Literatura Brasileira serviu-nos de inspiração e provocação. Inspiração para reunir nossa experiência e provocação para extrair dessa mesma experiência nossa mais incômoda situação.
Sair da zona de conforto, como dizem, é deixar-se invadir pela dúvida e questionar os caminhos trilhados. Naquela noite, pude pensar e repensar os conceitos poéticos aplicados ao cordel, oriundos da construção de uma Teoria Geral do Cordel Brasileiro que tento, da maneira mais acirrada, elaborar. Os colegas de trilha e os amigos de vida ofertaram-me muita compreensão e tolerância. Pude olhar seus rostos e suas aflições no decorrer de minha fala em uma das salas da Pinacoteca Potiguar, antiga sede do governo estadual do Rio Grande do Norte.
Evoluí do radicalismo ao sectarismo, no que diz respeito aos estudos e sua aplicação ao caldeirão poético do cordel. Despi minha alma na busca de ser compreendido. Observei que é de extrema necessidade a construção coletiva do caminho. Aquele dia 16 de novembro de 2016 foi o combustível do qual eu precisava no entendimento da necessidade vital, para nós e para o cordel, de um encontro nacional, urgente, para estabelecer a senda dos próximos 20 anos de cordel.
O Círculo Natalense de Cordel consolidou-se no ponto de partida do diálogo e da luta conjunta. Todas as mesas, todos os debates, foram a marca do congraçamento. Todos sabemos das dificuldades pelas quais passamos: nossas vaidades, nossas mágoas, nossos anseios, nossas buscas pessoais, isso tudo, tem nos afastado e nos levado por caminhos antagônicos. O Círculo nos provou que é possível o caminho uníssono, mesmo que em raias diferentes. A chegada é a mesma! Acredito!

O Círculo Natalense do Cordel, ocorreu em Natal, entre os dias 16 e 19 de novembro de 2016, na Pinacoteca do Estado, antigo Palácio da Cultura.
Foi uma enorme batalha para realizar esse evento. Os poderes públicos viraram as costas para o que estaria acontecendo com o cordel. O que na verdade conseguimos foi o espaço, com bastante antecedência, mas quando foi se aproximando, fomos comunicado que haveria mais outro evento em um dos dias, que portanto teríamos que programar as atividades para outro espaço.
No dia da abertura antes da realização do outro evento, tivemos que retirar de um Salão tudo que havíamos preparado para a abertura. Fomos deslocado para outra sala menor. O engraçado é que o Salão de onde fomos despejados, momentos antes da abertura continuou vazio.
Tudo isso aconteceu, mas não foi suficiente, para esmorecer o movimento. Ficamos mais energizados, para enfrentar todas as barreiras. Na história do cordel já vivenciamos inúmeras passagens como aquelas.
O evento foi aberto na quarta-feira dia 16 às 19 horas com a mesa de debate “ O Cordel na Literatura Brasileira” com a presença de Aderaldo Luciano Doutor em Literatura que expos a importância do cordel na Literatura e a necessidade de se ter o reconhecimento pelas as academias desse gênero literário. Marciano Medeiros cordelista potiguar decorreu toda sua trajetória com o cordel, a necessidade de conhecer com maior profundidade as obras dos cordelistas pioneiros. O Presidente da Anlic(Academia Norte-Riograndesse de Literatura de Corde) que estava na coordenação da mesa, falou da influência da literatura na sua formação e a importância do cordel em sua vida. Em seguida, foi aberto para as intervenções do plenário que participou vivamente dos debates.
Na quinta-feira dia 17 de novembro, as atividades foram abertas com oficinas, uma delas ministrada por Rosa Régis e Maurilio Américo foi “Como fazer cordel”. No turno da tarde, ocorreram duas palestras: O Cordel com os Movimentos Sociais com a presença de Nando Poeta e Crispiniano Neto que debateram a presença do cordel nos movimentos sociais e outra palestra com Hélio Gomes e Ivan do Cordel com “O Cordel como recurso terapêutico”.
Ainda na parte da tarde ás 17 horas fizemos um cortejo pelas ruas do Centro Natal, com o boi puxando o cordão levando a alegria cordeliana para as ruas chegando até o local da realização do Sarau do Cordel, que teve seu início no Jardim do Instituto Histórico e Geográfico. O Sarau foi coordenado por Tonha Mota e teve a presença de poetas e musícos: estiveram no palco do Sarau: Dudé Viana, Filipe Borges, Zé Martins, Claúdia Borges, Gelson Pessoa, José Acaci, Rariosvaldo e Varneci Nascimento.
Logo em seguida, voltamos as atividades do Círculo para a Pinacoteca, já que os organizadores do outro evento chegaram a conclusão que não se chocaria, apenas deveríamos esperar a conclusão do evento que estaria presente o governador. Terminado o evento das celebridades, retornamos com o Show de Caio Padilha para encerrar o segundo dia do evento.
O terceiro dia inicia com o debate: O cordel na sala de aula, tendo uma mesa recheada com: José Acaci, Izaias do Cordel, Sírlia Lima e o professor de Literatura do IFRN Milson Santos, com Hélio Gomes coordenando a mesa. Os debates foram intenso, relatos de como é desenvolvido o trabalho com o cordel na sala de aula, como a importância de se construir espaço de formação de educadores sobre o cordel brasileiro.
Na parte da tarde iniciamos com o Grande Encontro de Antonio Francisco e o poeta Mirim Filipe Borges no Salão Nobre do Palácio da Cultura declamando as poesias do poeta do oeste potiguar, entre elas, os Animais tem razão. Foi um momento que emocionou todos os presentes. E a certeza que o cordel viverá para as próximas gerações.
Logo em seguida tivemos o debate sobre a participação das mulheres no cordel com a presença de Izabel Nascimento, Rosa Regis, Guadalupe Segunda e Maria Psoa, coordenada por Jardia Maia que trouxeram para o debate uma riqueza de conteúdo. O debate foi bastante participativo com o plenário marcando sua presença.
Para terminar a tarde tivemos a palestra sobre o Cordel no Rio Grande do Norte,como palestrantes tivemos:Hélio Gomes, Paulo Varela e Kydelmir Dantas, com a coordenação de Carlos Alberto.
Na noite de sexta tivemos dois belíssimos shows: O Show do cordel com a rabeca:Marzinho Viana e Jadson Lima, com a intervenção do poeta mirim Davi Lima brilharam no palco, emocionando todos os presentes.
E para fechar a noite tivemos o show do Poeta Paulo Varela Os Sertões e Versos com a participação especial do poeta mirim Filipe Borges,tudo acompanhado por um público que revelava a alegria com a realização do evento.
No último dia do evento, o dia que comemoramos o dia do cordelista iniciamos com o debate:Cordel e repente.A mesa contou com a presenção de Varneci Nascimento,Manoel Cavalcanti e Marcos Texeira, com a coordenação de Rariosvaldo Oliveira, foi outro debate rico e com uma grande participação do plenário.
A manhã é encerrada com a apresentação do Show a Flor de Mamulengo  com Genildo Mateus que abrilhantou o Salão Nobre do Palácio da Cultura.
A tarde os debates voltaram: o primeiro foi a discussão sobre a formação do Sindcordel com Hélio Gomes apresentando os motivos e a importância dos cordelistas estarem organizados.A discussão ficou de continuar em reuniões especiais para tratar do tema. Em seguida tivemos a discussão do cordel na tela, com Varneci Nascimento e Carlos Alberto, com Nando Poeta na coordenação da mesa. Aqui foi revelado a importância que o cordel tem na dramaturgia brasileira.E para finalizar a tarde, tivemos uma palestra com Geraldo Maia, A erudição dos Poetas Populares, Geraldo revela que o chamado poeta popular não fica devendo nada aos poetas ditos eruditos.
A noite do sábado, o dia do cordelista é encerrado com muita música e poesia: Dúdé Viana,Marconi Branco, Mazinho Viana, Tonha Mota, Jadson Lima,Davi Lima e Paulo Varela faz a abertura do Show de Cordel.
Em seguida tivemos a banda Forró Buliçoso que trouxe Forró e Poesia para iluminar a noite e para fechar o evento Du Sete com seu Forró poético alegrando todos os presentes.
Além de todas as atividades, tivemos simultaneamente, a exposição da Galeria do Cordel e no pátio da Pinacoteca uma feira livre de cordéis com mais de 2000 mil títulos.
O Círculo Natalense do Cordel foi fruto da união de todos que desejam e luta para que o cordel ganhe o seu espaço, e a realização desse evento revela que é possível as coisas acontecerem quando acreditamos.
O evento foi encerrado com todos pedindo bis, e apontando para 2017 a realização da segunda edição.
Aqui se encontra a prestação de contas do evento Círculo Natalense do Cordel!
Para a realização do evento realizamos diversas atividades financeiras; Balaio Cultural, Senha da Festa de encerramento, doações de amigos, inscrição do evento, etc.
Aproveitamos para agradecer a todos aqueles que contribuíram financeiramente para nosso evento acontecer!

Ainda ficou uma pequena dívida. Quem tiver interesse em ajudar entre em contato conosco! 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016



 VEM AÍ O CÍRCULO NATALENSE DO CORDEL!




Círculo Natalense do Cordel acontece entre os dias 16 e 19 de novembro, na Pinacoteca Potiguar, em Natal
O Evento é aberto ao público e terá a participação de cordelistas, pesquisadores, ilustradores e educadores do RN como de outros estados.

A primeira edição do Círculo Natalense do Cordel acontece entre os dias 16 e 19 de novembro, na Pinacoteca Potiguar, em Natal. O evento é organizado por poetas cordelistas que visam ampliar o gênero literário ao público como uma expressão artística da cultura brasileira.
A organização do evento já divulgou a programação, que está bastante recheada, com palestras, oficinas, exposições, feira de livros, apresentações literárias e musicais. A abertura terá início às 19h do dia 16, com o lançamento da campanha: Leia Cordel com a palestra “O Cordel na Literatura Brasileira” e no último dia, a programação é encerrada com shows de Os Cabras da Mulesta, Du Sete e Forró Buliçoso.
Na próxima segunda-feira (14), os organizadores realizarão uma entrevista coletiva, às 10h, no Pátio da Pinacoteca.
O evento é aberto ao público e terá a participação de cordelistas, pesquisadores, ilustradores e educadores do Rio Grande do Norte e de outros estados. O Círculo Natalense do Cordel será desenvolvido na semana em que é comemorado o dia do cordelista em Natal, como em todo país, dia 19 de novembro.


Sobre o projeto

O projeto foi desenvolvido pelo movimento cordeliano em Natal, com o objetivo de valorizar o cordel, esse gênero da nossa literetura brasileira.
Tem por objetivo incentivar a leitura do cordel, como também socializar com educadores e estudantes o trabalho do cordel em sala de aula. A primeira edição tem sido garantida pela compreenção de todos que querem o reconhecimento do cordel como um gênero literário.